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Leonardo Berenger
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01 de fevereiro de 2012 · 12:00
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a presidenta pretende mostrar que o Brasil quer se manter como protagonista no que se refere à ajuda ao país
Depois de visitar Cuba e anteontem, a presidenta Dilma Rousseff desembarcou na manhã desta quarta-feira (01/02) em Porto Príncipe, no Haiti, com a determinação de intensificar a cooperação brasileira nas áreas de saúde em parceria com os cubanos, agricultura, capacitação profissional e apoio à construção da usina hidrelétrica no Rio Artibonite, no Sul do país, a 60 quilômetros da capital haitiana.
Concluída, a Hidrelétrica Artibonite 4C deve se transformar no símbolo do principal apoio brasileiro ao desenvolvimento do Haiti. Com potência instalada de 32 megawatts, a hidrelétrica deve gerar energia suficiente para atender a cerca de 230 mil famílias.
Para o governo do presidente Michel Martelly, a Hidrelétrica Artibonite 4C é tratada como um marco na economia do país devido aos benefícios no plano ambiental. A pedido do governo haitiano, em maio de 2008 o Exército Brasileiro, por meio do Instituto Militar de Engenharia, elaborou o projeto básico para a hidrelétrica. Esse estudo técnico, estimado em US$ 2,5 milhões, foi doado pelo Brasil ao Haiti.
De acordo com assessores da Dilma, a visita ao Haiti é emblemática, pois ocorre no momento em que o país tenta vencer as dificuldades de reconstrução causadas pelo terremoto de 12 de janeiro de 2010, quando morreram mais de 220 mil pessoas, e o agravamento da epidemia de cólera.
Com menos de um ano no cargo, o presidente Martelly vive um momento político delicado, pois não tem o apoio da maioria no Parlamento e tenta consolidar-se por meio do anúncio de ações isoladas. Ao mesmo tempo, o histórico político do Haiti de instabilidade e tensões cria um ambiente de apreensão, segundo observadores brasileiros.
Em sua visita, a presidenta pretende mostrar que o Brasil quer se manter como protagonista no que se refere à ajuda ao país. No que depender dela, o apoio internacional não deve ser limitado às ações militares, mas ampliado para a área social. Os projetos de combate à fome e de erradicação da pobreza executados no Brasil, por exemplo, podem ser adaptados ao Haiti, segundo especialistas.
Com índices de violência e desemprego elevados, o Haiti sofre com as ações de grupos organizados, denominados gangues urbanas. Uma das tarefas da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), formada por militares brasileiros e de várias nacionalidades, foi atenuar o poder desses grupos. A missão, porém, que tem caráter temporário, deverá ser retirada do país.
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