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BRASIL/MUNDO

04 de fevereiro de 2012 · 08:00

Crescimento econômico sustentado em recursos naturais é um risco

Reprodução

Os setores ligados aos recursos naturais são de reduzido efeito multiplicador sobre o restante da economia

Os setores ligados aos recursos naturais são de reduzido efeito multiplicador sobre o restante da economia

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A alta participação dos setores ligados aos recursos naturais na economia, principalmente a indústria extrativa, os serviços financeiros e a agropecuária, colocam em risco o crescimento sustentável do país. Esta é a conclusão do estudo Produtividade no Brasil nos anos 2000-2009, divulgado nesta sexta-feira (03/02) pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).

Segundo o estudo, os setores ligados aos recursos naturais são de “reduzido efeito multiplicador sobre o restante da economia e de baixo são valor agregado, impõem obstáculos a uma estratégia de crescimento sustentado no longo prazo para o Brasil”.

O estudo diz ainda que a elevada instabilidade internacional por causa da crise financeira, que tem provocado uma maior retração do comércio internacional, exige uma maior diversificação da estrutura produtiva, o que não ocorreu entre 2000 e 2009 e não há indícios de que isso vá mudar nos próximos anos.

“Para um país que necessita ampliar suas condições de competitividade externa, essas características devem ser vistas como, no mínimo, preocupantes em uma estratégia consistente de desenvolvimento industrial e econômico”.

Segundo o estudo, a indústria ligada aos recursos naturais foi a que mais aumentou a produtividade na década passada, com destaque para a indústria extrativa, a agropecuária e os serviços, principalmente os de finanças.

Excluindo o ano de 2009, em que o país mais sofreu com os impactos da crise econômica internacional, a indústria extrativa aumentou sua participação no período analisado no estudo em 5,9%, enquanto que a indústria de transformação sofreu uma retração de 2,5% e setores como os de gás e construção civil tiveram uma queda ainda maior (-3,4%).

Agência Brasil

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