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BRASIL/MUNDO

21 de fevereiro de 2012 · 19:08

Confusão interrompe a apuração do carnaval das escolas de São Paulo

Reprodução da TV Globo

Área onde as notas eram lidas, foi invadida por torcedores

Área onde as notas eram lidas, foi invadida por torcedores

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Um tumulto envolvendo torcedores interrompeu a leitura das últimas notas das escolas de samba do Carnaval paulista, no Parque do Anhembi. Um integrante da escola Império da Casa Verde invadiu a área restrita aos organizadores e tentou agredir o locutor. Ele roubou as notas, saiu correndo e rasgou os papéis. A Império da Casa Verde estava em último lugar até o início da confusão e deverá ser rebaixada para o Grupo de Acesso. O clima era tenso desde o início da apuração, que começou com atraso devido à troca de jurados dos quesitos samba-enredo e mestre-sala e porta-bandeira, que passaram mal durante os desfiles.


O local também foi invadido por outros integrantes das escolas que se sentiram prejudicados pelos jurados. Cadeiras foram arremessadas contra o palco e policiais. Alguns torcedores da Gavião da Fiel tentaram invadir a área, mas foram contidos com violência pelos policias militares e seguranças. Os papéis onde foram anotados as notas dos jurados foram rasgados e lançados para o alto. Os integrantes da Liga vão se reunir para definir como será encerrada a apuração, já que faltavam duas notas para o encerramento. O quesito era de comissão de frente.Os torcedores da Gavião saíram fazendo depredações pela Maginal do Tietê e colocaram fogo em um dos carros alegóricos que estava estacionado na área de dispersão das escolas.
Até o início do tumulto a escola Mocidade Alegre liderava a apuração.


O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur), afirmou que os dois homens que invadiram a área de apuração, roubando e rasgando as notas dos jurados foram presos. Um deles é Tiago Ciro Tadeu Faria, 29 anos, que se diz dirigente da Império da Casa Verde, e outro é Cauê Santos Ferreira, 20 anos, da Gaviões da Fiel. Eles responderão por danos contra o patrimônio público.


A presidente da Mocidade ALegre, Solange Bichara Rezende, lamentou o episódio e disse que a violência denigre a imagem do carnaval paulista.


- Pregamos contra a violência e isso acontece. Não é por causa da minha escola. Podia ser qualquer outra. Isso denigre a imagem do carnaval e de São Paulo. Me sinto envergonhada , disse Solange que mostrou preocupação com o incêndio na área de estacionamento dos carros alegóricos.


- Não vou colocar o meu pessoal em risco por conta de baderneiros. Espero que haja bom senso para chegar num resultado e eu vou brigar pela minha escola até o fim.


O presidente da Liesa também comentou a confusão:


- Tem escola que não sabe perder. O jogo é jogado. Não sabe perder. (...) São jogadores que a regra é clara. A escola vem na avenida, canta o samba errado e depois quer tirar o julgador de samba-enredo. Vamos ver se tem possibilidade de levantar as duas notas que faltam, se não tiver, vai se manter o resultado que se mantém até agora.

Redação

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