14 de junho de 2012 · 13:37

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Ocorrências de violência nas ruas deixam população assustada

Assaltos com vítimas baleadas têm aumentado sensação de insegurança
Fotos: Agência Ururau

Assaltos com vítimas baleadas têm aumentado sensação de insegurança

Motorista da secretaria de educação baleado em tentativa de assalto, mulher baleada depois de ter a moto roubada, tiroteio e perseguição policial nas ruas de Guarus. As manchetes retratam um turbilhão de ocorrências de ações violentas que tem deixado a sociedade insegura.

No início do mês a Polícia e o Corpo de Bombeiros foram acionados para um possível tiroteio nas imediações do Parque Alberto Sampaio, no Centro da cidade. O fato não se confirmou, mas na ocasião um comerciante local, que não quis se identificar, disse que os assaltos na área são frequentes e um dos principais alvos são os estudantes de diversas escolas que transitam com aparelhos eletrônicos a vista.

“O fluxo de crianças com celular na mão é grande e chama atenção dos assaltantes, na maioria pivetes que usam desse meio para manter o vício em drogas. Há muita escola por aqui, à noite é a mesma coisa, quando o pessoal de faculdade sai e precisa passar por essas ruas escuras. Alguma medida tem que ser tomada.” Afirmou o comerciante. 

Nos Parques São Caetano, Santo Amaro e Tamandaré a situação não é diferente. Ponto de várias escolas públicas, particulares e faculdades, além da proximidade com o centro comercial da Pelinca, moradores, estudantes e comerciários têm sido vítimas de constantes assaltos. A diagramadora Margareth Nunes, moradora do Parque São Caetano, disse que os assaltos no bairro não tem hora para acontecer e que a noite a situação é ainda pior.

“No meu bairro as pessoas não têm o costume de ficar nas ruas, o movimento maior é por causa da faculdade e exatamente por isso, algumas ruas como Operário Campista, Anita Pessanha e Coronel Germano de Castro tem segurança particular, o que não diminui a atuação dos assaltantes. Teve uma vez que meu filho sofreu uma tentativa de assalto. Colocaram uma arma na cabeça dele e só não levaram nada por que ele só estava com a chave da casa.” Declarou Margareth.

No Parque Aurora, o dono de um hortifruti que foi assaltado há aproximadamente um mês, na Rua Visconde de Itaboraí, disse que o local já foi alvo de assaltantes três vezes e que os casos têm aumentado na localidade. No mesmo bairro, mulher foi baleada depois de ser assaltada na última terça-feira (12/06).

“Há pouco mais de um mês meu estabelecimento foi assaltado pela terceira vez e os bandidos conseguiram fugir. No período da tarde é a hora que os roubos mais acontecem e os assaltos têm aumentado muito por aqui.” Revelou o comerciante.

Ireci, de 75 anos, que toma conta de uma banca para sua filha, no Parque Aurora, não esconde o medo e a insegurança por causa dos últimos acontecimentos.

“Tenho muito medo e quando já avisto homens pilotando alguma moto, já fico nervosa e apavorada. Há mais de 20 dias uma jovem foi assaltada aqui na rua e levaram o celular dela.” Falou a feirante.

A sensação de segurança é abstrata, varia de pessoa para pessoa e são muitos os fatores que contribuem para que ela seja perceptível, dentre os principais pode-se citar a iluminação pública e principalmente a presença do policiamento.

É uma obrigação do poder público promover a segurança com ações e medidas, mas é do cidadão o dever de participar deste processo de maneira consciente. Para isso, faz-se necessário entender que a polícia trabalha com estatística e número de casos concretos, ou seja registrados. Através do número de registros de ocorrências em determinados bairros ou localidades é possível não só direcionar o contingente policial adequado, como os horários de maior incidência.

O comandante do 8° Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Campos, Tenente Coronel Lúcio Flávio Baracho, o município conta atualmente com 1.160 policiais, sendo que 250 atuam por dia em 90 viaturas, ficando 87 em movimento e apenas três na reserva para fazer operações.

“No ano passado, foram registrados 305 roubos a transeunte e este ano foram 259 até o mês de abril, uma redução de 46 roubos. Até o dia 24 do mês de maio, o ano de 2011 teve 56 casos, enquanto no ano atual foram registrados 32 roubos. A meta para o mês de maio era de 74 casos de roubos a transeuntes e foram registrados 65 casos.” Disse o comandante.

Perguntado pela equipe de reportagem do Site Ururau se o número de policiais existente atualmente é suficiente para atender o número crescente de habitantes do município, o comandante disse que “o número de PMs é razoável para o atendimento à população e municípios como o de Niterói, por exemplo, que possui um policiamento menor que Campos”.

A empregada doméstica Iracy Celestino de 57 anos, moradora do parque Santo Amaro, também foi um desses alvos. Em 2010 um assaltante que tentava levar a bicicleta do seu filho apontou uma arma para sua cabeça chegou a puxar o gatilho.

“No dia eu só me lembro de ter segurado a bicicleta tentando impedir que ele levasse. Foi nessa hora que ele tirou a arma encostou na minha cabeça e puxou o gatilho. Meu filho assistiu a tudo e disse que a todo clique da arma me via morta. Me arrependi de ter tentado reagir. Felizmente conseguimos segurar o bandido e registramos a ocorrência.” Lembrou a doméstica.

A principal queixa da população, que reflete a baixa no índice de registros de ocorrência, que por sua vez comprometem as estatísticas policiais, é a demora no atendimento na delegacia. Segundo a Delegada Titular da 146ª Delegacia Legal, Carla Tavares, em Guarus as ocorrências são feitas numa quantidade razoável, mas ainda assim a população deixa de registrar os casos de roubos devido ao medo. Quanto à demora nos registros ela disse que esse fator “vem sendo trabalhado para minimizar o tempo de espera e melhorar o atendimento à população”.

“As pessoas devem ir à delegacia e registrar ocorrência quando forem roubadas e perderem o medo de identificar o criminoso. É uma forma que a polícia tem de tirar os bandidos das ruas. É muito importante a conscientização e a vítima precisa perder o medo, pois ela será protegida nesse processo.” Enfatizou a delegada.

Outro importante elemento que pode contribuir com a garantia da segurança da população é a atuação da Guarda Civil Municipal que atua no município com 850 agentes e ajuda a inibir os roubos.

Para o Coordenador de Segurança e Ordenação Pública, Alcemir Pascouto, a Guarda Civil Municipal procura trabalhar de forma integrada com a PM, mas o efetivo atual não permite atender a toda demanda solicitada.

“Apesar da pluralidade de responsabilidades, a Guarda se faz presente para atender o espaço público, o trânsito e as escolas, além das invasões que têm ocorrido nos canteiros de obras. Trabalhamos com armas não letais, que foi uma importante aquisição e são grandes ferramentas para o processo de inibição dos assaltantes. A demanda é muito grande e por conta de outras situações mais graves que vêm ocorrendo, não é possível atender a todos os setores e áreas como o Parque Alberto Sampaio, estão fugindo um pouco da atenção, mas é difícil atuar em todos os lugares, em função do efetivo que a Guarda apresenta. Está dentro do planejamento da Guarda intensificar o patrulhamento nos horários de pico nesses lugares.” Ressaltou Pascouto.

Já quanto à iluminação nos bairros, o diretor técnico da Campos Luz, responsável pela Iluminação pública do município, Daniel Duarte disse que as lâmpadas a base de vapor de sódio embora pareçam menos eficaz, por conta da cor amarelada, tem um alcance maior e que estão dentro do padrão de normas estabelecido pelo Governo Federal. Segundo ele, as lâmpadas brancas são Utilizadas em locais de maior concentração de pessoas como praças, rodoviárias e aeroportos. Daniel revelou ainda que a iluminação de muitos bairros está em manutenção, mas que esta começou por bairros onde ela se faz precária ou insuficiente.

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Postado por: Daniela Abreu

Fonte: Daniela Abreu / Priscilla Chiapin

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