
26 de janeiro de 2012 · 13:15
Dia com sol forte e céu claro, daqueles chamados de “céu de brigadeiro” e a dúvida bate por dentro do peito: Sair para curtir a praia ou ficar no apartamento e ver a decisão da Copinha entre Corinthians e Fluminense?
Fiquei no meio termo e fui andando calmamente pelas calçadas do centro de Guarapari e olhando para os bares onde as tevês estavam ligadas no jogo festivo do aniversário de São Paulo. Olhada aqui, olhada ali e no final resolvei sair da rotina de dez dias e ir até o último bar para acompanhar a final dos garotos.
Ainda não tinha visto nem uma partida, a Copa São Paulo começou justamente no meu aniversário, 3 de janeiro, e não era um dia muito propício para ver futebol na telinha. Após alguns jogos inexpressivos, envolvendo times de empresários e alguns nortistas, centristas ou nordestino sem nenhuma qualidade técnica, resolvi abandonar, mais uma vez, o acompanhamento da maior competição juvenil do país.
Esta Copa São Paulo tem o mesmo significado do BBB para este escriba, ver é um sacrifício total devido a má qualidade do espetáculo, mas o jogo final prometia ser interessante e estavam em campo duas grandes potências do futebol brasileiro, Corinthians e Fluminense reúnem a maior quantidade de títulos do torneio e me parecia ser interessante a troca da praia pela televisão.
Ao chegar ao lugar escolhido para ver a decisão da Copinha a primeira notícia que ouvi foi a contratação definitiva de Vagner Love, pelo Flamengo, o que provocou um comentário de um torcedor tricolor, pelo menos estava com a bela camisa grená do Fluminense: “Agora o urubu vai esquecer de vez o nosso Tiago Neves”.
Pedi um bolinho de bacalhau, um guaraná e me sentei à mesa distante dos torcedores, a partida esquentava e mineiros e capixabas se uniam na torcida contra os cariocas, em maioria no recinto, e enquanto saboreava a especialidade da casa olhava a TV com um jeito de quem torceria para quem fizesse um gol ou jogasse um futebol de qualidade.
Quinze minutos de jogo e equilíbrio total, mas o torcedor, aquele com a camisa grená do Fluminense, continuava provocando os flamenguistas e o mineiro, que se identificou como torcedor do Cruzeiro, tomou as dores dos cariocas e soltou a pérola: “Será que é mais importante para você ver o Flamengo perder do que o Fluminense ganhar alguma coisa? Acho que vocês tem um tremendo ciúme do tal de urubu, até agora só falou neles e seu time está jogando na tevê, vê se te manca, cara!”
O VEXAME - Enquanto a Globo sofria com os problemas da transmissão direta da Bolívia o departamento de jornalismo da emissora pretendia entrar com as informações diretas do centro do Rio, onde um desabamento provocou mortes e pânico na região.
Bastou um corte para o local para que a audiência caísse e, com ordens internas, resolveram deixar para mostrar o desastre no intervalo, afinal a torcida do Flamengo estava mais preocupara com o que poderia acontecer lá em Potosi, onde se previa algo terrível.
Mas desastre mesmo foi o primeiro tempo do Flamengo. Sofrível é pouco para o time de Luxemburgo, que entrou para enfrentar o Real Potosi com quatro volantes, um e um atacante que sai da área para receber a bola e nunca está presente nos cruzamentos.
E no segundo tempo, quanto o time da casa virou o jogo e deixou o Flamengo em situação complicada na Libertadores, veio a pergunta final e que encerra o meu comentário sobre o primeiro vexame rubro-negro de 2012: Caíram dois prédios no centro do Rio e quando é que cairá o técnico lá na Gávea?
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