Segunda-feira, 16 de setembro de 2019
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Bate Papo Econômico

Ranulfo Vidigal

Culpa do economista

03/09/2019 às 10h26

Começo citando Guy Debord para quem “a situação desesperadora do tempo vivido por todos nós me enchem de esperança do surgimento de alguma reação”.

Vivemos uma época de intensas incertezas. Basta ver que nossa vizinha Argentina foi, literalmente, para o brejo adotando o receituário amplamente elogiado pelos “analistas de mercado” de plantão. Todos estes, aliás, andam num silêncio ensurdecedor.

Na terra Brasilis, o desenvolvimentismo defendido por Conceição e Furtado foi tragado pelas circunstâncias trazidas, ao centro do tabuleiro político, pelas revoltas de junho de 2013. Os jovens queriam serviços públicos de padrão FIFA e agora convivem com alto desemprego juvenil, desalento, corte nas bolsas universitárias da Capes, preço exorbitante da gasolina e do botijão de gás e dólar nas nuvens. Só pode ser culpa de algum economista formado em universidades no exterior.

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No centro do capitalismo, os tempos são de guerra posicional entre China e Trump. A queda tendencial na taxa de lucros (coisa corriqueira no modo de produção inaugurado pela Revolução Francesa) necessita ser combatida com barateamento da força de trabalho, do maquinário, da infraestrutura, ou até se necessário com uma guerra capaz de queimar o “capital excedente” criado pela produtividade da indústria dotada de alta tecnologia. Enquanto isso não ocorre, o fundo público garante os lucros da banca.

Os estudos recentes do pesquisador Piketty revelam que nunca o topo do 1%mais rico ganhou tanto, enquanto os batalhadores amargam perdas sucessivas. Isso lembra Brecht que dizia:” para quem tem uma boa posição social, falar de comida ( Bolsa Família) é coisa baixa. Compreensível, pois eles já comeram e beberam do bom e do melhor”.

As pesquisas de opinião na terra da jabuticaba, que mostram a crescente impaciência do brasileiro comum com este estado de coisas e com a malta de punhos de renda que gerencia as políticas públicas econômicas, sociais e ambientais revelam que continua ruim a saúde pública, continua difícil o emprego de carteira assinada e a segurança pública ainda deixa muito a desejar. A resposta do time de plantão vem na forma de mais cortes no orçamento público e mais garantias para os encargos da dívida pública.

"Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?

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O mar da história é agitado. As ameaças e as guerras havemos de atravessá-las, rompê-las ao meio, cortando-as como uma quilha corta as ondas." (Wladimir Maiakóvski).

Tudo passa. Vai passar...

Ranulfo Vidigal – economista.

 

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