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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

A Solidão

06/10/2019 às 12h17

Reprodução
Nossos limites e nossas faltas nos pertencem, são de nossa própria responsabilidade e não do outro.
A solidão é um sentimento da presença de ausência, ela é essencialmente simbólica.O bom humor e a alegria tirados da solidão ocorrem quando possuímos um mundo interno esplêndidoem palavras, em boas recordações. Um grande mundo simbólico que nos amplifica, por meio do qual podemos atinar a amar partes de nossa história. Então, quando a só podemos nos divertir com nossas faltas.

Nossos limites e nossas faltas nos pertencem, são de nossa própria responsabilidade e não do outro.

Heidegger: “o homem se torna autêntico quando aceita a solidão como preço da sua própria liberdade” e “estar só é a condição original de todo ser humano, cada um de nós é só no mundo”.

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Ao inverso do que se pensa, só é possível estar legitimamente com o outro quando se sabe estar só. Assumir as próprias falhas e responsabilidades é o caminho necessário para lidar com as diferenças que surgem ao longo dos relacionamentos amorosos.

O sujeito da psicanálise, o sujeito do qual falamos e tratamos, desde o seu primórdio é relatado ao outro, pois o nosso desejo é interpretado por outras pessoas. Quando o bebê chora normalmente é sua mãe quem interpreta: “ah, esse choro é disso!  Este é daquilo…” E assim vamos nos gerando através das concepções dos outros.

As perguntas das crianças, os “porquês” por que isso? Por que aquilo?  podem ser interpretadas por um“por que será que você está me dizendo isso?”. É uma pergunta sobre o desejo. É o enigma do desejo do adulto.

Como diz Lacan. “O desejo é uma relação do ser com a falta. Esta falta é falta de ser, propriamente falando. Não é falta disso ou daquilo, porém falta de ser através do que o ser existe.”Então, existe um vazio que constitui, e o desejo sempre em falta, move a vida.

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O que se diz e o que se ouve, traz em si algo do desencontro. O emissor do discurso, quando faz, coloca toda sua cadeia significante em jogo. Palavras que procuram um sentindo no que se diz. Enquanto aquele que ouve, tenta entender com seu referencial teórico construído ao longo do seu processo de socialização.

O sujeito desejante leva consigo a dor da existência, sempre insatisfeita e inquietante.

 

                                                      Luiz Roberto Duncan

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                                                            Psicanalista


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