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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

Eros e Psiquê mito fundador

20/07/2019 às 11h50

Reprodução
Eros e Psiquê mito fundador
O mito de Eros e Psiquêé uma história narrada por Lúcio Apuléio em sua obra Metamorfoses, conta como uma bela mortal por quem Eros (também conhecido como Cupido, na mitologia romana), o deus do amor, se apaixonou. Tão bela era Psiquê que despertou a fúria de Afrodite, deusa da beleza, mãe de Eros.

Afrodite mandou seu filho atingir Psiquê com suas flechas, fazendo-a se apaixonar pelo ser mais desprezível dos seres. Mas, ao contrário do esperado, Eros acabou se apaixonando pela moça.

Eros se apaixonou por Psique e quis se casar com ela. Ordenou a Zéfiro, o vento, que a transportasse e a instalasse num palácio magnífico.Psique foi levada e ficou extasiada com o esplendor de sua nova morada.

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  Eros se apresenta a Psiquê:  sou o dono desse palácio. Ofereço-o a você como presente de nosso casamento, pois quero ser seu esposo. Tudo o que você está vendo lhe pertence. Se tiver algum desejo, bastará pronunciá-lo para que seja realizado. Em troca de minha afeição, só lhe faço uma exigência: não tente me ver. Só sob essa condição poderemos viver juntos e ser felizes.

        Mas, à medida que as noites iam passando, a moça ia ficando mais curiosa para ver seu companheiro.  Certa noite, quando Eros descansava ao seu lado, Psiquê tomou coragem e aproximou a lâmpada do rosto de seu marido, esperando ver uma horrenda criatura. Para sua surpresa, o que viu deixou-a maravilhada. Um jovem de extrema beleza estava repousando com tamanha quietude e doçura.

Enfeitiçada por sua beleza, demorou-se admirando e não percebeu que havia inclinado de tal maneira a lâmpada que uma gota de óleo quente caiu sobre o ombro direito de Eros, Eros acorda - o lugar onde caiu o óleo fervente de imediato se transforma numa chaga: o Amor está ferido.

Percebendo que fora traído, Eros enlouquece, e foge, gritando repetidamente: O amor não sobrevive sem confiança!

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O encanto se rompeu. Foi-se o belo palácio, acabaram-se os jardins mágicos. Psiquê fica sozinha desesperada com seu erro. Precisa reconquistar o Amor perdido.

Psiquê vaga pelo mundo, até que resolve consultar-se num templo de Afrodite. A deusa decide impor à pobre alma uma série de tarefas, esperando que delas nunca se desincumbisse, ou que tanto se desgastasse que perdesse a beleza.

Psiquê realiza todas as tarefas. Afrodite percebeu que teria de usar de meios mais poderosos, pede a Psiquê que fosse ao reino dos mortos epedisse à sua rainha, Perséfone um pouco de sua beleza. A deusa estava certa de que ela não voltaria viva. Mais uma vez, Afrodite se engana. Psiquê convence Perséfone a encher uma caixa com a sua beleza para Afrodite. Psiquê está indo de volta a Afrodite, quando pensa que sua beleza havia se desgastado depois de tantos trabalhos, não resiste e resolve abrir a caixa. Cai em sono profundo. Eros, já curado de sua queimadura vai ao socorro de sua amada, põe de volta o conteúdo na caixa, desperta Psiquê e ordena-lhe que entregue a caixa à mãe dele.

Enquanto Psiquê entrega a caixa a Afrodite, Eros vai a Zeus e suplica que advogue em sua causa. Zeus concede esse pedido e posteriormente consegue a concordância de Afrodite. Hermes leva Psiquê à Assembleia celestial e ela é tornada imortal. Finalmente, Psiquê ficou unida a Eros e mais tarde tiveram uma filha, cujo nome foi Hedonê a deusa do prazer.

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No amor como dom ativo, sublimado, o outro não é apenas um objeto como na paixão, mas um Ser. Mediado pela palavra, o amor aceita o amado mesmo nos seus defeitos e nas suas fraquezas. O amor que não visa a satisfação como na paixão, diz daquele que ama além do objeto amado.  A troca é o nada por nada. Baseado em sua teoria da dialética do desejo Lacan denominou esta forma de “o milagre do   amor”, quando o amado passa para a qualidade de amante e vice-versa. Só o amor ama a alma.

  Freud ao construir o termo Psicanálise o compôs influenciado pelo grego. A primeira parte da palavra se refere à Psiquê, a personificação da alma. Análise é a desconstrução, a decomposição do todo em partes.

 

Luiz Roberto Duncan

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Psicanalista

 


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