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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

O Paraíso Perdido

26/05/2019 às 13h01

O Paraíso Perdido
Gênesis é o primeiro livro tanto da Bíblia Hebraica como da Bíblia cristã, antecede o Livro do Êxodo. Nele encontramos uma clássica ilustração do mito em que Adão e Eva são expulsos do Éden, o paraíso criado por Deus.

Os mitos sempre acompanharam as sociedades humanas ao longo da história. Sendo as sociedades primitivas construídas com menor complexidade, os seus mitos davam conta de explicar e dar sentido à vida de todos os indivíduos daquela sociedade. Para os antropólogos, conhecer os mitos de uma determinada sociedade é como abrir-lhe sua caixa-preta sócio cultural.

 A grande contribuição que a psicanálise dá à leitura mítica é: não entender o conteúdo mítico como histórico e sim como simbólico.

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 Freud nos aponta que a criança no período fetal se assimila como alguém que vive num paraíso, que é a barriga da mamãe, e o nascimento é sua expulsão deste paraíso. Ao desejar e idealizar um paraíso, uma terra-sem-males, os humanos buscam em sua memória inconsciente atributos daquele paraíso já vivido, a vida uterina.

Na narrativa mitológica de Gênesis 3. O homem e a mulher vivem na total apatia social. Nada acontece no grande útero do Jardim. A nudez é despojada de qualquer sentimento de vergonha, ou de desejo sexual, nem o homem percebia a mulher sexualmente e nem a mulher percebia o homem, embora estivessem nus.

A serpente, o mais sagaz de todos os animais do Éden, perguntou a mulher:  ‘Então Deus disse: Vós não podeis comer de todas as árvores do Jardim”? A mulher respondeu à serpente: ‘Nós podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Dele não comereis, nele não tocareis, sob pena de morte’. A serpente disse então à mulher: ‘Não, não morrereis! Mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como deuses, versados no bem e no mal’”.

 Neste momento existem duas possibilidades: atender ou não ao chamado da serpente. Não atender implica em manter a virgindade; atender implicará em saltar no desconhecido. No útero materno ocorre algo similar. É quando o feto começa a movimentar-se no interior da bolsa uterina. Os movimentos do feto incomodam a sua progenitora. São os sinais vindos de dentro do corpo da mãe, que anunciam o início da ruptura entre ela e o novo ser. Bem, se o feto não sair, ele morrerá, e provavelmente a progenitora também.

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Se tivermos como postura na vida procurarmos pelo paraíso perdido, com certeza o perdido será a procura. Não sonhes tua vida, viva teu sonho.

                                                                                                                               Luiz Roberto Duncan

                                                                                                                                       Psicanalista


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