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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

Síndrome de Afrodite

07/07/2019 às 14h48

Síndrome de Afrodite
 Afrodite é a deusa da beleza, do amor e dá sexualidade na mitologia grega (conhecida por Vênus entre os romanos). A versão mais famosa do seu nascimento contada por Hesíodo, diz que ela nasceu quando Cronos cortou os órgãos genitais de Urano e arremessou-os no mar; da espuma surgida ergueu-se Afrodite. No entanto para Homero, anterior a Hesíodo, ela era filha de Zeus e Dione. Segundo Platão são duas em uma só mulher: a primeira Afrodite Urânia, seria a Afrodite celeste, do amor divino e homossexual. A filha de Zeus seria a Afrodite do amor comum, do povo, denominada Afrodite Pandemos de onde emanava o amor físico e desejos devassos.

Seguindo a mitologia, quando Afrodite usava seu cinto magico, ninguém conseguia resistir aos seus encantos. Ela não admitia que nenhuma outra mulher tivesse uma beleza como a sua. Também era conhecida e temida por suas explosões de ódio que surgia quando suas vontades eram contrariadas.

Afrodite, juntamente com Apolo, representa o ideal de beleza dos gregos antigos. Afrodite traduz a mulher feminina, atraente, que se sente à vontade com seu corpo e sua sexualidade, usa o amor como instrumento para satisfazer seus desejos. Segundo o psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da USP, para as mulheres com a “síndrome de Afrodite”, o jogo da conquista se impõe ao resultado.

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Sentirem-se desejadas é o grande trunfo. Nem precisam chegar a concretizar a conquista. O mais importante é despertar o desejo por elas. O prazer está no ritual da conquista. A sedução, quase sempre, é o único recurso que essas mulheres têm para se relacionar. Essa atitude está, muitas vezes, interligada a uma necessidade inconsciente de constituir laços, de ser notada e ter a atenção. Algumas fazem a linha donzela desamparada para conseguir aquilo que querem, e, quase sempre, dá certo.

 A questão é que acabam investindo uma enorme energia psíquica na competição com outras mulheres, com isto, desenvolvem relacionamentos conflituosos com primas, amigas, colegas de profissão, figuras femininas com quem convivem.

Nesse jogo de sedução é importante frisar que: a partir do momento em que elas são correspondidas, a vontade desaparece, então, a “sedução compulsiva” é uma forma de “droga” fonte de prazer e alívio de dor”. O aprofundamento dos vínculos afetivo não se dá, e ficam no eterno discurso que procuram e não acham, posto que, é da ordem do impossível.

 

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                                                                                                                                   Luiz Roberto Duncan

                                                                                                                                          Psicanalista


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