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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

Singular e Individual

30/09/2018 às 11h19

Reprodução
Singular e Individual

A originalidade freudiana de descentrar o poder da consciência para o Inconsciente em sua íntima correlação com o sexual, é suficientemente exemplar para a construção de um paradigma. 
Etimologicamente, o termo paradigma tem origem no grego paradeigma que significa modelo ou padrão, correspondendo a algo que vai servir de exemplo a ser seguido em determinada situação.
 A psicanálise nos aponta que a sexualidade de cada um é sempre singular e individual, pois é atravessada pelo inconsciente – que é o que cada sujeito tem de mais seu, e que determina suas escolhas libidinais, ou seja, sua forma de curtir o prazer.

A palavra sexual designa para a psicanálise um conjunto de atividades sem ligação comos órgãos genitais, não se devendo, portanto, confundir o sexual com o genital.  A homossexualidade e a heterossexualidade não são conceitos da psicanálise. A palavra “homossexualidade” surge com intuito de nomear um tipo de caminho sexual se distinguindo da heterossexualidade. Ao longo da história da humanidade, os aspectos individuais da homossexualidade foram admirados, tolerados ou condenados.

Quando admirados, esses aspectos eram entendidos como uma maneira de melhorar a sociedade; quando condenados, eram considerados um pecado.   Em sua carta a uma mãe que desejava curar seu filho da homossexualidade, Freud escreveu: “A homossexualidade não é seguramente nenhuma vantagem, mas não é nada para se envergonhar, nenhum vício, nenhuma degradação; ela não pode ser classificada como uma doença”.

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 O trabalho analítico a partir do inconsciente, leva o sujeito ao encontro da sua particularidade. E isso inclui a sua diferença sexual. A ética da psicanálise visa o caminho do sujeito com a diferença, a ética da diferença. Ela se orienta pelas posições sexuadas decifradas ao longo do processo analítico que atravessam as fantasias inconscientes e os destinos de suas pulsões sexuais, assim, cada um com sua sexualidade, que é única. 

Freud operou uma reconstrução absolutamente inédita na semântica da sexualidade. A significação do termo sexual não só se amplia, mas, definitivamente ultrapassa oconceito clássico onde predominam as forças repressoras que alimentam a culpa e a vergonha. Freud nos leva a repensar a sexualidade.  Onde o sexo tem como eixo central a noção de quebra, corte, que indica, simplesmente, a impossibilidade do gozo absoluto. Nossa sexualidade nos define de maneira saudável e absolutamente essencial, com certeza.

                                                              Luiz Roberto Duncan
                                                                     Psicanalista


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