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Coluna do Psicanalista

Luiz Duncan

Um Mundo de Ilusões

20/10/2019 às 16h31

Um Mundo de Ilusões
Em 1881, o escritor Mário Collodi nos apresenta a história de Pinóquio, personagem esse que se tornou o símbolo da mentira. A história relata o desejo de um boneco de madeira que tem como objetivo ser humano. Ele não podia mentir, quando isso ocorria seu nariz crescia. Ao longo dessa história infantil criou-se uma sinapse entre realidade e fantasia.

 O ser humano faz uso da mentira para negar fatos da realidade que ele não aceita ou fantasiar situações em que ele se encontra com problemas, tentando fugir da existência que não lhe agrada. Amentira apresenta sempre uma singularidade da verdade daquele sujeito, pois todo o pensamento antecede a um pensador e a escolha de uma “máscara” social delata o caráter do seu ator. 

As fantasias provêm de coisas que foram ouvidas, mas só posteriormente entendidas. São estruturas protetoras, sublimação dos fatos, embelezamento deles e, ao mesmo tempo, servem para o alívio pessoal.

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Dois tipos de fantasia ganharam vida, uma chamada de fantasia criativa, a qual visa um ato a frente. E o sonho acordado, abrigo dos desejos que não se realizam. Sempre que a realidade se torna desagradável imagina-se substitutos no sonho de vigília. Assim, busca-se manter a autoestima. A questão é que a mentira cria um mundo quando gera um espaço de ilusão.

 Em caminho inverso ao mentiroso comum, o patológico é adulterador, mente para conseguir suas finalidades sem se importar com as dos outros. Quando o sujeito desenvolve a patologia, ele torna a mentira um mecanismo de defesa, usando-a como astúcia para fugir de problemas ou mascarar culpas.

A mentira do deprimido tem como característica uma tentativa de ocultar alguns acontecimentos que deixariam outros sujeitos chateados, tristes, decepcionados, ele sente ao mentir uma grande culpa e arrependimento constante.

 A diferença entre o "mentiroso tradicional" e o mitômano, aquele que tem uma compulsão a contar pequenas ou complexas “inverdades”, é que o primeiro não duvida muito em assumir que está mentindo; já o segundo, pode chegar ao ponto de tratar suas mentiras como verdade inegável, metamorfoseando a compulsão a mentir em um estilo de vida.

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 Todo o mentiroso abriga um embrião verdadeiro. Além do mais, a mentira necessita de um outro, no caso, o “outro” a se tentar enganar é a si mesmo. Os chistes e os atos falhos nos mostram que todo segredo possui furos. Ao fechar-se a boca, “falam-se as pontas dos dedos” como já nos disse Freud. 

 

                                                Luiz Roberto Duncan

                                                     Psicanalista

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