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Coluna do Trabalhador

Sindipetro

Maioria vai usar saque no FGTS para pagar dívidas

16/09/2019 às 11h43

Agência Brasil
Quem afirmou não pretender sacar o valor liberado do FGTS avalia, em sua maioria (60%)

Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que aproximadamente 9,7 milhões de trabalhadores utilizarão o valor de R$ 500,00 que está sendo liberado desde a última sexta-feira, 13, em contas de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), para pagar dívidas.

De acordo com a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a razão está no fato de os trabalhadores estarem "sufocados pela estagnação da economia, com as altas taxas de desemprego, contratos de trabalho precário e salários arrochados", como avaliou a central sindical, na semana passada, ao repercutir os dados do levantamento.

"De acordo com a pesquisa, 38% dos trabalhadores que têm direito ao saque pretendem quitar todas ou pelo menos parte de dívidas, ‘limpar o nome’ e, assim, voltar ao mercado de crédito. Outros 33% disseram que vão guardar ou investir os recursos, 24% vão pagar despesas básicas do dia a dia e 17% fazer compras em supermercados. Há ainda 13% que pretendem realizar compras de produtos e serviços e 10% antecipar pagamento de compras que não estão em atraso como, prestações de casa, carro, crediário, cartão de crédito", informou a CUT em matéria no seu site.

A pesquisa mostra ainda que a principal dívida listada pelos trabalhadores a ser paga com recurso do FGTS é a com o cartão de crédito (42%), seguida de contas de telefone (20%), de energia elétrica (18%), fornecimento de água (16%), empréstimos bancários (16%) e empréstimos pessoais (16%).

"A pesquisa aponta que 45% dos trabalhadores que têm direito ao saque pretendem retirar os recursos do FGTS assim que estiverem disponíveis na conta, principalmente as mulheres (52%). Outros 43% não têm interesse de fazê-lo neste momento, enquanto 12% ainda não decidiram", também mostrou a CUT.

Quem afirmou não pretender sacar o valor liberado do FGTS avalia, em sua maioria (60%), que é melhor deixar o dinheiro guardado para uma emergência, como em caso de demissão, "pois avaliam que essa quantia fará falta no futuro e 30% consideram o limite de R$ 500 muito baixo para o saque valer a pena".

"Há ainda 19% de entrevistados que preferem deixar o dinheiro à espera da aposentadoria e 6% que querem evitar a burocracia e as longas filas nas agências bancárias para realizar a retirada", complementou a central.

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