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Coluna Ranulfo Vidigal

Ranulfo Vidigal

Vento a favor

07/05/2018 às 11h08

Cada cidadão comum, no seu cotidiano, gera renda ou gasta recursos  comprando bens e serviços ou seja, em última instância, paga impostos e taxas que financiam as políticas públicas de sua cidade. Vivemos tempos em que direitos são transformados em serviços e cai a qualidade de vida de uma parcela expressiva da população pelo desemprego.

Nas municipalidades, as famílias pagam a conta dos salários dos servidores públicos (prefeitos, vereadores, assessores, médicos,professores, etc) contribuindo com O IPTU, com a Taxa de Limpeza Pública, com Imposto sobre Serviços - ISS pago quando vai ao cinema ou ao restaurante, via ICMS quando coloca um litro de combustível no carro e IPVA quando possui um veículo.

Esses recursos se transformam nas despesas orçamentárias municipais. Por exemplo, na capital do açúcar e do petróleo, a saúde pública cuja aprovação popular atinge meros 16%(!), segundo pesquisa do Instituto Pappel, teve o total despendido em 2017, da ordem de R$ 700 milhões de reais. Por outro lado, numa cidade que conta com 30 mil famílias cadastradas no programa nacional Bolsa Família, o orçamento da Assitência Social perdeu 27 milhões, em relação a 2016 e atingiu R4 48 milhões de reais. Ressalte-se que para 2018, o Fundo Muncipal da Assistencia prevê uma dotação de R$ 54 milhões.

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Gastando quase 2/3 de sua arrecadação com a folha salarial anual de R$ 1 bilhão de reais, o poder público anuncia a impossibilidade (concreta) de reajustar os salários dos 23 mil servidores civis ativos, inativos e cargos comissionados. Mas numa ação de boa qualidade anuncia bolsas de iniciação científica para jovens no valor de R$ 400. Outro elogio se refere ao resultado na área cultural, com muita criatividade e pouquíssimo rercurso.

Chegando a quase hum ano e meio de mandato da nova gestão, a população campista avalia positivamente com 50%, o sistema de iluminação púbica da cidade (mas condena a COSIP que encarece a conta de luz), aprova com 47% a limpeza pública. Mas questiona o sistema de saneamento e o cuidado com as áres de lazer. Entretanto, as maiores reclamações do cidadão comum na cidade do açucar são o caos no transporte, a segurança pública e o sistema de saúde deficiente, que superlota as enfermarias dos planos de saúde.

Contando com um orçamento de R$ 2 bilhões de reais para 2018 – um orçamento superior ao de Vitória no Espírito Santo – o governo local vai contar com mais recursos da indenização do petróleo (royalties), em função dos novos patamares do dólar e do óleo BRENT. Alvissaras!

Ranulfo Vidigal – economista,


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