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08 de fevereiro de 2012 · 21:59
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Assunto foi destaque nesta quinta-feira
Nesta quinta-feira (09/02) demos destaque no Programa 'De Olho na Cidade', as sacolas ecobag. Por exemplo, o que deverá ocorrer após o fim das sacolas plásticas? O que você acha? É bom ou ruim? Irmeos mostrar os prós e contras de uma lei que está valendo no estado de São Paulo e deverá tomar conta de todo o país, em breve.
Por que usar Sacolas Ecológicas?
Porque é um produto que realmente diminui o impacto das sacolas de plástico na natureza. Mais do que uma moda, o uso de sacolas ecológicas é um compromisso de cada pessoa com o meio ambiente e com a sociedade. Por isso, é uma ótima decisão!
As sacolas ecológicas, também conhecidas como Ecobags, são produzidas em 100% algodão (algodão cru) e não contêm nenhum produto químico que possa agredir o meio ambiente. Resistentes e com acabamento perfeito, são úteis para diversas situações, como ir ao supermercado, à feira e para qualquer lugar onde precise carregar compras, itens pessoais, cadernos, livros etc.
Outro diferencial é o apelo promocional. As sacolas ecológicas são excelentes oportunidades para divulgar sua marca e se comunicar de uma maneira consciente com o público-alvo. Associar sua marca às sacolas ecológicas é uma estratégia que traz retorno positivo a imagem de sua empresa, além de acompanhar o consumidor no dia-a-dia.
Vantagens das Sacolas Ecológicas
Com o devido cuidado, as Ecobags duram por muitos anos. Imagine quantas sacolas plásticas você economizará em 1 ou 2 anos por exemplo.
Não possuem qualquer produto químico que agrida a natureza.
O uso da sacola ecológica pode significar uma economia de até 6 saquinhos plásticos por semana.
São mais práticas para guardar as compras e mais confortáveis para transportar.
Menos de 1% dos sacos plásticos são reciclados.
Sacos plásticos entopem bueiros e dificultam o escoamento de água.
Sacos plásticos são feitos de polietileno, um termoplástico obtido através do petróleo, um recurso não renovável.
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Restrição às sacolas em SP já resulta em demissões
Os fabricantes de sacolas plásticas já sentiram os primeiros efeitos do acordo entre as entidades representantes dos supermercados e os governos da cidade de São Paulo e estadual com o objetivo de restringir a distribuição gratuita do produto no varejo local. Desde dezembro, informam representantes da cadeia plástica, grandes redes varejistas interromperam as encomendas. Em resposta à queda das vendas, algumas fabricantes do produto já anunciaram as primeiras demissões, situação que também deve atingir o setor de máquinas utilizadas no segmento. "Há mais de um mês as empresas suspenderam as compras e as demissões já começam a criar apreensão nos sindicatos", destaca o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Alfredo Schmitt, sem quantificar o número de demitidos até o momento.
O consumo de sacolas plásticas no Estado de São Paulo movimenta aproximadamente R$ 200 milhões por ano, segundo estimativas de especialistas do setor. São utilizadas cerca de 6 bilhões de sacolas no Estado, o equivalente a quase 40% do mercado nacional. Por isso, os representantes da indústria plástica temem que o fim da distribuição gratuita nos supermercados de São Paulo possa atingir um grande número de pessoas.
Estimativas da Plastivida, entidade que defende a utilização apropriada do plástico, indicam que o mercado de sacolas plásticas responde por aproximadamente 30 mil empregos diretos e outros 80 mil indiretos no País. Além disso, lembra o presidente da entidade, Miguel Bahiense, a restrição à distribuição também pode atingir os trabalhadores responsáveis pelo empacotamento de mercadorias nos supermercados. O número de demissões, contudo, não pode ser estimado uma vez que a receptividade da medida pelos consumidores de São Paulo precisará ser analisada, pondera Bahiense.
A campanha, chamada de "Vamos Tirar o Planeta do Sufoco", teve início nesta quarta-feira e conta com o apoio da Associação Paulista de Supermercados (Apas). O acordo que sugere o fim da distribuição de sacolas plásticas não impõe qualquer medida por parte das redes varejistas, mas o apoio da entidade e a participação de grandes grupos como Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart fortalecem a iniciativa voluntária.
Apesar do apelo ambiental da campanha, os especialistas da indústria plástica defendem que a medida não representará ganhos efetivos para o meio ambiente. Eles alertam que a sacola plástica tradicionalmente distribuída nos supermercados de grande parte do País poderá ser substituída por materiais menos apropriados à conservação e transporte de resíduos, como o papelão. Outra opção cogitada pelos especialistas é que, sem a sacolinha, consumidores, principalmente com menor poder aquisitivo, deixem de utilizar qualquer tipo de proteção na armazenagem do lixo.
Varejo
Para Schmitt, o acordo que entra em vigor representa uma derrota para o consumidor e uma vitória para as redes varejistas. Mas se por um lado o acordo é criticado por fabricantes, por outro há pesquisas que apontam o apoio dos consumidores à restrição ao uso de sacolas plásticas. Levantamento realizada pelo Ibope em Jundiaí (SP) indica que 77% da população é favorável ao modelo sem sacolas descartáveis produzidas a partir do petróleo.
Com o fim da distribuição gratuita, os supermercados passaram a cobrar aproximadamente R$ 0,19 por sacolinha fornecida. Outra opção é o uso das chamadas ecobags, sacolas elaboradas cujo principal diferencial é a durabilidade do material e sua característica reutilizável.
Na eventualidade de uma migração integral das sacolas tradicionais para um produto biodegradável, a produção seria equivalente a dois dias de consumo, estima Bahiense, que nesta quarta-feira visita supermercados de São Paulo. "É que para isso precisamos de uma resina importada", afirma. Outra opção é a produção de sacolas a partir de resinas desenvolvidas com o uso da cana de açúcar ou do milho. Ainda assim a produção nacional é insuficiente para atender à demanda doméstica.
Diante do impasse, os fabricantes de sacolas aguardam a análise de uma ação civil pública proposta pela classe de trabalhadores da indústria química na qual o acordo entre varejistas e a esfera governamental é questionado. Em meados do ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) votou de forma contrária a uma lei municipal que proibia a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais da capital paulista.
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ESPELHO DO PROGRAMA DESTA QUINTA-FEIRA (09/02/2012)
Programa De Olho na Cidade, de segunda à sexta, ao vivo, das 7h às 9h, na TV Litoral (www.tvlitoral.com.br)
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