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27 de janeiro de 2012 · 16:00
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Pezão também discute em Brasília, a atualização dos critérios de obras pelo governo federal
O vice-governador e coordenador executivo de Infraestrutura do estado, Luiz Fernando Pezão, abriu nesta sexta-feira (27/01) o segundo dia da 2ª Conferência Cidades Verdes, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro. Ele fez um balanço das ações na Região Serrana e disse que está buscando junto ao governo federal a criação de uma linha de financiamento para as cidades atingidas por tragédias.
Ele também está discutindo em Brasília a atualização dos critérios de obras pelo governo federal. Hoje, ressaltou Pezão, há uma planilha única para obras de contenção e construção de pontes e casas em todo o País, quando a realidade na ponta é muito diferente. O governo estadual já conseguiu a equiparação dos valores das construções do Programa Minha Casa, Minha Vida em todo o estado, já que, antes, os preços menores das unidades fora da cidade do Rio dificultavam as construções, como as da Região Serrana.
“Já conseguimos mudar a fórmula do Minha Casa, Minha Vida, depois de um ano tentando construir casas na Região Serrana. As empresas não se interessavam em investir, quando os apartamentos teriam um valor maior. Mas temos muito a discutir, para permitir uma maior velocidade na reconstrução das cidades afetadas por tragédias”, frisou o vice-governador.
A presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, lembrou que há uma necessidade de se buscar soluções não apenas para as cidades do futuro, mas para as que existem hoje. Durante décadas permitiu-se que houvesse ocupação irregular de encostas e construções à margem dos rios. Com a questão do aquecimento global, alertou, as enchentes serão cada vez mais freqüentes.
“Estamos vivendo uma nova realidade climática e temos de correr contra as décadas de descaso e abandono para que a cada ano não tenhamos de contar vítimas. O estado tem dado resposta imediata e reforçado o sistema preventivo, com drenagem de rios, instalação de estações de monitoramento e treinamento de pessoal para situações de risco” disse Marilene.
O deputado federal e presidente da Subcomissão Especial da Câmara Federal para Acompanhar as Atividades da Rio+20, Alfredo Sirkis, reforçou a questão da prevenção como fundamental para o futuro. Ele disse que estudos mostram que o Brasil terá um aumento da temperatura da ordem de 20% superior ao aumento global. Daí é preciso investir em sistemas de monitoramento, treinamento de pessoal e infraestrutura para que as cidades possam suportar as transformações que o mundo sofrerá nas próximas décadas.
“Se nós somássemos todos os esforços prometidos desde o Protocolo de Kyoto na redução da emissão de gases do efeito estufa, ainda assim não conseguiríamos anular os riscos da tragédia ambiental que vemos e construímos. Corremos o risco da Floresta Amazônica ficar muito parecida à savana africana e a desertificação do semiárido. É preciso preparar as cidades para a realidade que vivemos, com a transformação das regiões”, afirmou Sirkis.
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