28 de setembro de 2012 · 12:04

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Escolas vão usar jogos e recursos tecnológicos para ensinar matemática

Onze unidades da rede estadual vão ganhar espaço diferenciado para as aulas
Divulgação

Onze unidades da rede estadual vão ganhar espaço diferenciado para as aulas

Os números, as formas geométricas e as equações matemáticas não serão mais apresentados da maneira convencional para os alunos do Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, em Manguinhos. A disciplina tão odiada por muitos e amada por poucos passará a ser ensinada com um método inovador na unidade, a primeira das 11 escolas do Estado do Rio de Janeiro a receber este ano o programa Sesi Matemática, desenvolvido pelo sistema Firjan.

Para tornar a disciplina mais atrativa e de fácil compreensão, o sistema conta com uma sala especial. São 40 laptops, lousa digital, projetor, TV de 42 polegadas, quadro branco, mesas em grupos e kit com materiais concretos, como esquadros gigantes, objetos geométricos e brinquedos. Além disso, os estudantes podem contar com mais de 40 jogos on-line com questões sobre conteúdos da matemática.

“Essa sala é um presente. Vamos utilizar recursos digitais para trazer a matéria para o dia a dia dos alunos e mostrar que ela não é um bicho de sete cabeças. Vamos fazer simulações e poderemos, por exemplo, filmar e fotografar arremesso de uma bola de basquete na cesta, ensinando sobre parábola”, explicou o professor Marcus Antônio de Oliveira Chaves.

À frente da lousa digital, Thaiza Soares, de 16 anos, brinca e aprende ao mesmo tempo. A futura engenheira comemora a chegada do espaço à escola e a oportunidade de se preparar desde o 1° ano para o vestibular.

“É muito diferente da forma como aprendíamos. Este método sai da rotina e chama mais atenção. Nunca pensei que teria uma estrutura assim dentro de um colégio público. Tenho certeza que vou aprender melhor e me preparar para entrar na faculdade”, constata Thaiza.

Enquanto estuda números primos em um jogo no laptop, Yasmim Lacerda, de 16 anos, aprova a nova aula da matéria que mais tinha dificuldade.

“Estou adorando. Com o jogo, posso relembrar, aprender e fixar os conteúdos. Agora sim estou aprendendo. Estou vendo que não é tão difícil quanto eu achava”, comentou Yasmim.

Os jogos foram desenvolvidos pela Mangahigh, empresa inglesa referência mundial em Tecnologia da Informação voltada para jogos de matemática. De acordo com Andréa Marinho, diretora de Educação da Firjan, os jogos serão utilizados como ferramenta de suporte em temas que se tornam mais complexos no método tradicional.

“É uma abordagem amigável e instigante, num ambiente lúdico. Queremos quebrar o bloqueio que eles têm com a matemática para formar adultos com raciocínio lógico bem desenvolvido”, afirmou Andréa.

Programa é incentivo para diminuir deficiência de ensino e carência de mão de obra nas áreas exatas

Para o subsecretário de Gestão do Ensino, Antônio Vieira Neto, a parceria vai contribuir para melhorar a qualificação dos estudantes e, futuramente, diminuir deficiência de profissionais nas áreas exatas.

“A matemática traz angústia e temor porque os alunos trazem lacunas de aprendizagem. Temos gargalo de profissionais em determinadas áreas, como engenharia, por causa dessa dificuldade. O programa é fundamental para que possamos diminuir essa deficiência de ensino que temos não apenas no Rio, mas no país. Até o fim do ano, 11 escolas estaduais vão ganhar a sala do Sesi Matemática, mas o objetivo é que, até 2015, todas as unidades tenham uma sala do programa”, disse o subsecretário.

No último exame do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que avalia o desempenho escolar em Matemática, Leitura e Ciências, realizado em 2009, o Brasil ocupa a 53ª posição na disciplina de Matemática. Já o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2011 aponta que o estado do Rio ocupa a 8ª posição no ranking nacional do ensino médio, com média de 3,7, com as notas da Prova Brasil e do Saeb em Português e Matemática.

Pesquisa realizada pelo sistema Firjan com mais de 600 empresas de todo o país, revela que a falta de competência matemática e de raciocínio lógico são deficiências apresentadas pelos trabalhadores atuais, o que resulta na falta de profissionais qualificados para atuar nas empresas, principalmente nas áreas ligadas às ciências exatas.


Postado por: Mayara Fernandes

Fonte: Imprensa/RJ

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