Mais de 6 bilhões de pessoas correrão risco de ter dengue em 2080, diz estudo

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Mais de 6 bilhões de pessoas correrão risco de ter dengue em 2080, diz estudo

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11/06/2019 às 12h33

Reprodução
O mosquito Aedes aegypti aparece em áreas tropicais e subtropicais

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No mundo todo, 6,1 bilhões de pessoas correrão o risco de contrair dengue em 2080 - o equivalente a 60% da população projetada para o fim do século XXI. O índice representa um aumento de 2,25 bilhões de casos em relação a 2015. Segundo estudo publicado na revista científica Nature Microbiology, na última segunda-feira (10/06), os principais fatores que explicam o fenômeno são o aquecimento global e o crescimento da população em áreas endêmicas.

O mosquito Aedes aegypti aparece em áreas tropicais e subtropicais. No calor, o período reprodutivo é encurtado, ele bota mais ovos e pica um número maior de pessoas. Por isso, a elevação das temperaturas pode aumentar a incidência do inseto em regiões que já registram casos da doença.

O problema mais grave continuará concentrado na América do Sul, no sudeste asiático e na África central, que já são áreas endêmicas. De acordo com os cientistas, as previsões apontam que a população desses continentes vá aumentar - o que pode sobrecarregar os sistemas públicos de saúde de nações pobres.

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Em resumo: países que já sofrem com a dengue, como o Brasil, devem ficar mais quentes, com temporadas mais longas de transmissão da doença e casos mais severos. Se, ainda por cima, a população crescer, o número de pessoas com risco de contaminação será naturalmente maior.

Além disso, países que não sofrem com a dengue, mas que registrarão aumento nas temperaturas, também estarão sujeitos à propagação do vírus. É o caso, por exemplo, do sudeste dos Estados Unidos, da costa da China e do Japão, do interior da Austrália e de áreas com elevada altitude no México e na Argentina. Segundo o estudo, caso não sejam implementadas iniciativas para conter o aquecimento global, essas regiões registrarão casos de dengue no futuro.

Metodologia

O estudo publicado na Nature Microbiology faz um prognóstico dos casos de dengue em 2020, 2050 e 2080. Para chegar aos resultados, cientistas analisaram as mudanças climáticas previstas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

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Também foram examinados os casos da doença registrados entre 1960 e 2015, levando em consideração as variações de temperatura, chuva, umidade, Produto Interno Bruto (PIB), densidade populacional e probabilidade da aparição do mosquito transmissor.

Como combater o aumento

O estudo faz uma ressalva: caso os países decidam seguir uma política de crescimento mais sustentável, é possível frear o aumento dos casos de dengue. Sem a elevação das temperaturas, o número de pessoas com a doença não chegará aos 6 bilhões, previstos para 2080.

Além disso, o prognóstico também pode ser melhor caso haja avanços na ciência e sejam distribuídas, em larga escala, vacinas seguras contra a dengue.

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Fonte: G1 Bem Estar


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