Tribunal julga pedido para aumentar pena de Sérgio Cabral, que pode passar de 200 anos

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Estado RJ

Tribunal julga pedido para aumentar pena de Sérgio Cabral, que pode passar de 200 anos

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04/12/2018 às 11h44

Reprodução/O Globo
O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Além de Cabral, são réus no processo ex-secretários e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo

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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) julga nesta terça-feira (04/12) o pedido de ampliação da pena contra o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) e mais 10 réus da Operação Calicute, a primeira da força-tarefa na Lava Jato do Rio.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Além de Cabral, são réus no processo ex-secretários e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo. No pedido, o MPF quer:

– aumento de pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro;

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– devolução de valores desviados para haver progressão de regime;

– pena por cada um dos crimes de lavagem de dinheiro, e não pelo conjunto deles;

– execução provisória da pena (ou seja, aqueles que foram condenados e respondem em liberdade poderiam ser presos após a decisão do TRF-2).

O julgamento que começa nesta terça está previsto para acabar nesta quarta-feira (05/12).

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Um dia antes, outra condenação

Na Operação Calicute, Cabral foi condenado a 45 anos e 2 meses de prisão. Com as outras oito condenações, a pena chega a quase 200 anos.

A mais recente condenação foi nesta segunda-feira (03/12) — desta vez num desdobramento da Operação Eficiência. Cabral foi condenado a 14 anos e 5 meses de reclusão em regime fechado. Foram condenados também a ex-mulher e o irmão dele, Susana Neves Cabral e Maurício Cabral.

De todas as nove condenações, apenas uma foi confirmada por um tribunal — mas em Curitiba, após uma condenação do ex-juiz Sérgio Moro. Esta pode ser a primeira confirmação da condenação de Cabral em um tribunal no Rio.

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Operação Calicute

Cabral foi denunciado em 2016 pela Operação Calicute, acusado de corrupção nas obras do PAC das Favelas, Arco Metropolitano e Maracanã.

Os valores desviados, segundo a investigação, chegam a R$ 224 milhões apenas nestas obras. Houve lavagem de dinheiro por meio de joias e ocultação de iate de luxo, por exemplo.

"As obras receberam recursos federais desde 2007, e a corrupção foi praticada ao longo das duas gestões seguidas do líder no governo do Estado", afirma o MPF.

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Réus no processo:

– Sérgio Cabral

– Wilson Carlos

– Hudson Braga

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– Carlos Miranda

– Luiz Carlos Bezerra

– Wagner Jordão Garcia

– Adriana Ancelmo

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– Paulo Fernando Magalhães Pinto

– José Orlando Rabelo

– Luiz Paulo Reis

– Carlos Jardim Borges

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– Luiz Alexandre Igayara

Fonte: G1


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