Câncer de pele melanoma: como prevenir e diagnosticar precocemente

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Saúde

Câncer de pele melanoma: como prevenir e diagnosticar precocemente

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07/02/2019 às 11h44

Reprodução
Quando diagnosticado no início, chances de cura da doença aumentam; saiba reconhecer os sinais

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Pintas e manchas na pele nem sempre indicam algo grave. Em alguns casos, porém, elas são o principal alerta para uma doença que merece atenção, especialmente no verão: o câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), este tumor é o de maior incidência entre a população brasileira e chega a aproximadamente 180 mil novos casos por ano.

"Nós, médicos, dividimos o câncer de pele em dois grandes grupos: o não melanoma (carcinoma basocelular e espinocelular) e o melanoma. O mais comum dentre eles, quase 70% dos casos, é o basocelular; enquanto o de maior gravidade, apesar de não ser tão comum, é o melanoma", destaca o dermatologista Elimar Gomes, coordenador do grupo de dermatologia do Centro Oncológico do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O melanoma é causado por uma alteração nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. No geral, essa mutação pode ocorrer por fatores ambientais, como a alta exposição aos raios solares; e/ou por fatores genéticos, com mais chances de se desenvolver quando há histórico na família. Apesar da gravidade, é importante reforçar: o melanoma tem tratamento e cura, principalmente se for descoberto no estágio inicial.

Conheça os principais sintomas

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São as manchas e pintas que indicam que algo não vai bem. Geralmente, elas passam por transformações de tamanho e cor ou apresentam sintomas como coceira e sangramento. Porém, segundo o dermatologista Elimar Gomes, nem sempre os sintomas se manifestam ou são visíveis a olho nu; por isso, é preciso estar atento e procurar uma avaliação especializada pelo menos uma vez ao ano.

Além disso, os sinais podem variar de acordo com o tipo de melanoma, que são quatro, no total: extensivo superficial, nodular, lentigo maligno e acral. O local de surgimento também pode variar, sendo mais comum nas costas e nas pernas. Mas qualquer região pode ser comprometida, como o couro cabeludo e as unhas, e até mesmo, nas mucosas genital e oral.

Como fazer o diagnóstico precoce?

A melhor pessoa para realizar o diagnóstico é um profissional de saúde, de preferência o médico dermatologista ou o oncologista. Mas você mesmo pode, pelo autoexame, identificar os sintomas e procurar ajuda. Para isso, é muito importante que você conheça o próprio corpo, analise manchas e pintas e saiba se algo mudou, para agendar uma consulta e explicar a situação ao especialista.

"O diagnóstico precoce para melanoma pode possibilitar a cura. Um melanoma com diagnóstico no estadio 1, ou seja, que está na fase inicial, restrito as primeiras camadas da pele, tem mais de 90% de chance de cura, enquanto um melanoma avançado não passa dos 25%. Então, é muito importante procurar ajuda, porque podemos salvar vidas", ressalta o Elimar Gomes.

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De acordo com o dermatologista, uma técnica bastante simples que auxilia tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde no diagnóstico precoce é a regra ABCDE, que analisa diferentes aspectos de um sinal na pele. As letras significam, respectivamente:

  • Assimetria: um lado da pinta é diferente do outro
  • Bordas irregulares: contorno irregular, que lembra um mapa, por exemplo
  • Cor: mais de 3 cores diferentes em um mesmo sinal
  • Diâmetro: pinta com seis milímetros de diâmetro ou mais
  • Evolução: mudança de textura, cor ou tamanho.
Caso você tenha algum desses sintomas, é hora de procurar o médico para realizar uma investigação detalhada do sinal. "A primeira coisa aplicar é regra ABCDE e, em alguns casos, somente o exame dermatológico já pode diagnosticar o câncer. Além disso, fazemos uma dermatoscopia, utilizando uma lente de aumento que facilita a identificar as pintas boas diferenciando do melanoma", explica o dermatologista Elimar Gomes.

Além desses métodos de diagnóstico, existe ainda a dermatoscopia digital e a microscopia confocal. Durante a consulta, se o dermatologista suspeitar que uma pinta pode ser um melanoma, ele deverá removê-la (biópsia) e encaminhá-la para o exame anatomopatológico. Após esse passo, será indicado o melhor tratamento para cada caso e necessidade daquele paciente.

O tratamento é fundamental para a cura

O tratamento mais eficaz para o câncer de pele melanoma ainda é a cirurgia. Durante esse procedimento, o especialista extrai a pinta e, confirmado o melanoma, a pele ao redor, para garantir que as células cancerosas sejam 100% removidas.

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Já no caso de melanoma em estadio mais avançado, como quando há metástase, o oncologista poderá indicar outros tratamentos, como imunoterapia, terapia alvo, quimioterapia, radioterapia, ou até mesmo a combinação de dois ou mais métodos.

Portanto, o diagnóstico precoce é importante justamente porque impede o avanço do câncer para outros órgãos, adianta o tratamento e aumenta a possibilidade de cura. Tratar o melanoma na fase inicial, por exemplo, garante 90% de chances de cura do problema.

Fique de esperto e saiba como prevenir o melanoma

De acordo com Elimar, pessoas que possuem histórico familiar para melanoma; muitas pintas ou sardas; pele e olhos claros estão mais suscetíveis ao câncer de pele, de forma geral, e ao melanoma, porque se queimam com mais facilidade. Porém, qualquer pessoa que tem o hábito de se expor intensamente ao sol, sem proteção, corre o risco de ter a doença.

Para começar, as dicas do dermatologista são simples. ?A principal causa do câncer melanoma é a exposição exagerada aos raios ultravioletas, então, se você reduz a exposição ao sol e nunca se queima, as chances diminuem. Você pode se expor com cuidado, para não ter com queimadura, evitar o sol das 10h até as 16h e usar chapéus, óculos, roupas com proteção UVB e UVA?, explica Elimar Gomes.

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Além disso, o principal item de proteção contra os raios solares é o filtro solar. O produto deve ser usado todos os dias - mesmo naqueles que estão frios e nublados -, lembrando sempre de escolher os que têm FPS maior que 30 e de reaplicar o produto a cada 2 ou 3h ou após mergulhar na água.

Fonte: Ministério da Saúde


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