Com baixa procura por vacinação, verão traz risco de novo surto de febre amarela

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Saúde

Com baixa procura por vacinação, verão traz risco de novo surto de febre amarela

Aumento da temperatura favorece a reprodução dos mosquitos transmissores

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06/12/2018 às 14h35 06/12/2018 às 14h38

Reprodução
De 1º de janeiro a 8 de novembro deste ano, foram registrados 1.311 casos e 450 mortes

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A corrida por vacinas após o maior surto recente de febre amarela no Brasil, há quase dois anos, não foi suficiente para conter os riscos de expansão da doença. De acordo com números recentes do Ministério da Saúde, de 1º de janeiro a 8 de novembro deste ano, foram registrados 1.311 casos e 450 mortes, quase o dobro do identificado no mesmo período do ano anterior, 736 casos e 230 mortes.

Agora, com a proximidade do verão, época de maior risco de transmissão – o aumento da temperatura favorece a reprodução dos mosquitos transmissores e, por consequência, o potencial de circulação do vírus –, o governo faz um alerta para que as pessoas que vivem em áreas com evidências da patologia (a lista completa pode ser acessada no site do MS) busquem a vacinação o quanto antes.

Esse chamado ocorre porque áreas recém-afetadas e com grande contingente populacional, como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, ainda têm um número elevado de indivíduos não vacinados. A imunização atingiu pouco mais da metade dos cidadãos que deveriam ser vacinados.

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"As pessoas devem tomar a vacina agora, antes do período de maior incidência da febre amarela, para que, quando o verão chegar, estejam imunizadas e não precisem correr para os postos. Queremos, além de evitar a proliferação da doença, que seja possível atender a todos sem problemas", diz Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

PROCURA PELA VACINA

Antes restrita à região Amazônica, a enfermidade aos poucos está se espalhando pelo Brasil. De acordo com Akira Homma, assessor científico sênior do Instituto de Tecnologia em Imunológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), isso se deve a alguns fatores, como mudanças climáticas, desmatamento, crescimento desordenado das cidades, desequilíbrio ecológico e construção de casas em locais de mata.

Entre 1º de dezembro de 2016 e 31 de julho de 2017, o Ministério da Saúde recebeu a notificação de 3.564 casos suspeitos, com 777 confirmações e 261 mortes. A região Sudeste concentrou a maioria (764), seguida do Norte (10) e do Centro-Oeste (3). De 1º de julho de 2017 até 30 de junho de 2018, foram 1.376 casos e 483 mortes, e, de 1º de janeiro a 8 de novembro deste ano, 1.311 e 450, respectivamente.

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Por conta disso, neste ano, foram enviadas para todo o país 30 milhões de doses da vacina. Após o último surto, a vacinação foi ampliada para 4.469 municípios, em especial nas proximidades de capitais e áreas metropolitanas das regiões Sudeste e Sul, onde há evidência da circulação viral.

Mas, apesar da disponibilidade, o ministério informa que a procura tem sido baixa por parte da população. "A vacina está sempre disponível, mas, infelizmente, as pessoas só vão atrás dela quando os casos e, principalmente, as mortes começam a ser noticiados", comenta Domingues.

O QUE É FEBRE AMARELA?

A febre amarela é uma patologia infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos vetores infectados. Não é contagiosa, ou seja, não é passada de pessoa para pessoa, e tem letalidade em torno de 40%.

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Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão: o silvestre (em área rural ou de floresta) e o urbano. Em ambos o vírus é o mesmo; a diferença fica por conta do tipo de mosquito.

No silvestre, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus. Os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais conhecidos na América Latina.

Nesta situação, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata para fazer ecoturismo, trabalhar ou porque mora na região.

No ciclo urbano, por sua vez, o ser humano é o único hospedeiro com importância epidemiológica, e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos – o mosquito Aedes aegypti – infectados.

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Nos dois casos, a contaminação se dá quando uma pessoa não vacinada é picada pelo mosquito infectado pelo vírus.

O ciclo atual da doença é silvestre – o último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942.

Fonte: G1


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