Dieta anticâncer: as principais fake news que circulam na internet

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Saúde

Dieta anticâncer: as principais fake news que circulam na internet

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19/11/2019 às 14h44 Naíza de Souza (Estagiária)

Dieta anticâncer

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Todo santo dia surge um boato envolvendo alimentos e a cura do câncer. Os personagens variam, mas as histórias compartilhadas seguem um roteiro semelhante, com toque maniqueísta. De um lado, destacam-se heróis, caso da graviola, e, na outra ponta, há os ditos vilões, como o açúcar. O cenário também é batido. Quase sempre as descobertas se passam no laboratório da “melhor universidade do mundo”.

Já a divulgação se dá de muitas formas. Pode surgir pela boca da vizinha, pelo grupo do WhatsApp ou pelas redes sociais. Os desfechos, infelizmente, são desastrosos. O fato é que as fake news são perigosas — especialmente quando se trata de saúde. Com o objetivo de combater a disseminação de informações equivocadas, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou uma cartilha.

“De uns anos pra cá, notamos um aumento no número de pacientes que passaram a excluir o carboidrato do cardápio”, exemplifica a nutricionista Gabriela Villaça, coautora da publicação. Tal movimento, observado nos quatro cantos do país, preocupa os especialistas. Afinal, esse tipo de radicalismo desencadeia déficits nutricionais e interfere no sucesso terapêutico.

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Em um momento tão delicado da vida, diante de tantos temores, há quem veja certos alimentos como tábua de salvação. “Basta um indício do poder anticâncer, revelado em uma célula no microscópio, para surgir a esperança”, relata Thaís Manfrinato Miola, nutricionista do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, e coorganizadora do 3º Simpósio de Nutrição em Oncologia, que aconteceu há pouco e, entre vários assuntos, discutiu dietas polêmicas.

Mas o caminho da ciência vai muito além das lâminas microscópicas. Antes de bater o martelo sobre a eficácia de qualquer substância, são necessárias diversas etapas de análise, em uma longa jornada. Outra coisa: o câncer é uma doença complexa. Ainda que a alimentação saudável seja parceira, não dá para generalizar as estratégias de combate.

“É preciso levar em conta o tipo de tumor, a terapia adotada e, ainda, a maneira como o organismo reage”, ensina o oncologista Ulysses Ribeiro Júnior, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Icesp.

Uma pessoa que passou por uma cirurgia requer certos cuidados; já aquela que faz quimio ou radioterapia precisa de outro tipo de atenção. O cardápio é ajustado de acordo com todos esses detalhes.

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“Desde os itens mais apropriados para compor a dieta até a consistência e a temperatura, há minúcias a serem consideradas”, descreve a nutricionista Carolina Rebouças Clara, que também trabalha no Icesp.

Ela ressalta a importância cultural e social da comida. “O paciente não deve fazer as refeições sozinho. É importante estar junto da família”, sugere. E ainda que adaptações sejam necessárias, todos podem apreciar as mesmas receitas.

A regra de ouro é garantir variedade, com espaço para todos os nutrientes. Isso vale para quem está em tratamento, para aqueles que já o concluíram e até para reduzir a probabilidade de a doença aparecer.

Na seara da prevenção, cabe frisar, não faltam evidências científicas robustas sobre o papel de frutas, verduras e legumes. Nesses alimentos dá para apostar sem receio, como reforça um estudo recém-publicado no periódico Plos One. Foram avaliados dados de 1 740 moradores de São Paulo, Goiânia e Vitória.

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“Compostos antioxidantes diminuem o risco de tumores de cabeça e pescoço”, revela a epidemiologista Maria Paula Curado, do A.C.Camargo e um dos líderes do trabalho, fazendo menção às substâncias esbanjadas pelos vegetais.

Banana, couve, laranja, cenoura, maçã e brócolis estão, portanto, entre os verdadeiros defensores do corpo. Dentro de um contexto de equilíbrio e junto do plano terapêutico traçado, santos da horta podem, sim, fazer a diferença.O mesmo não é possível dizer sobre as recomendações infundadas e combatidas na cartilha preparada pelo Inca. Desnudamos esses mitos a seguir:

1. “Carboidrato alimenta o câncer”
Eis o nutriente mais abordado pelo documento do Inca. A fama de mau tem relação com teorias de que o açúcar serve de combustível para o câncer. Ora, se partirmos da lógica de que o carboidrato é a principal fonte energética para todas as células do corpo, essa associação até faz certo sentido. Daí a adotar regimes de exclusão, caso da dieta cetogênica, que privilegia gorduras, só traz prejuízos.

“O organismo vai buscar glicose em outros locais, caso dos músculos”, explica o nutricionista Ronaldo Sousa Oliveira, da Clínica de Oncologia Médica, Clinonco, na capital paulista.
Resultado: a perda de peso se acentua e sintomas como desânimo e dor de cabeça vão dar as caras. Não custa lembrar que nosso cérebro é ávido por glicose.
A sugestão dos profissionais é reduzir doces e farinha refinada, sempre considerando hábitos culturais e dentro do equilíbrio. Abaixo, veja algumas fontes de carboidrato que são bem-vindas:
Cereais: arroz, trigo, aveia e milho são pedidas bacanas. Grãos sem refinamento merecem lugar privilegiado no prato.
Integrais: além de garantirem energia, massas, pães e bolos preparados com a farinha integral oferecem mais fibras, vitaminas e minerais.
Raízes e tubérculos: que tal variar a batata do dia a dia? Incremente o menu com batata-doce, mandioca, inhame…
Frutas: ricas em substâncias protetoras, caso dos antioxidantes, devem surgir em qualquer cardápio. O consumo in natura é o melhor.

Fonte: Saúde Abril

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