Mortes por sufocamento: 70% dos casos envolvem objetos macios como cobertores e travesseiros

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Saúde

Mortes por sufocamento: 70% dos casos envolvem objetos macios como cobertores e travesseiros

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24/04/2019 às 12h18

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De acordo com a ONG Criança Segura, todos os dias, 5 crianças de 0 a 4 anos morreram e outras 90 são internadas no Brasil em decorrência de acidentes domésticos

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Você já parou para pensar se o seu filho realmente está seguro em casa? De acordo com a ONG Criança Segura, todos os dias, 5 crianças de 0 a 4 anos morreram e outras 90 são internadas no Brasil em decorrência de acidentes domésticos. Mas essa não é uma exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, uma pesquisa revela que a sufocação acidental é uma das principais causas de mortes por lesões em bebês.

De acordo com uma análise de dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças americanos, de 2011 a 2014, de 250 mortes por sufocamento, cerca de 70% envolviam cobertores, travesseiros ou qualquer outro objeto macio que bloqueavam as vias respiratórias do bebê. Outro fato importante é que metade das mortes ocorreu em uma cama de adulto. Quase 20% das crianças sufocaram quando alguém na cama, acidentalmente, se moveu contra ou em cima dela, e cerca de 12% morreram quando seus rostos foram presos contra uma parede ou colchão.

Os resultados também sugerem que houve pouca mudança nas práticas de sono inseguras nos últimos anos, apesar de diversas campanhas do governo americano e da Academia Americana de Pediatria. "É muito, muito angustiante que nos Estados Unidos estamos vendo essa resistência, ou a persistência desses altos números", diz o coautor do estudo, Fern Hauck, especialista em mortes infantis da Universidade da Virgínia.

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Se de um lado o compartilhamento da cama aumenta as chances de sucesso do aleitamento materno, de outro, contribuiu para o aumento no número de sufocamentos acidentais - que passou de 6 mortes por 100 mil crianças em 1999 para 23 por 100 mil em 2015, observam os pesquisadores americanos. 

ACIDENTES EVITÁVEIS

Para a pediatra Rachel Moon, professora da Universidade da Virginia, os resultados não são surpreendentes. "Todo dia eu converso com pais que perderam bebês. Eles acreditavam estar fazendo a coisa certa, pois parecia seguro, até que perderam o filho", afirma. Tanto o estudo americano quanto a ONG Criança Segura afirmam que 90% dos casos poderiam ser evitados com medidas preventivas bem simples. "É importante retirar todos os objetos macios de dentro do berço como almofadas, ursinhos de pelúcia e protetor de berço. E a posição mais segura para o bebê dormir é de barriga para cima", alerta a nova campanha "De olho na infância" da ONG.

Especialistas advertem que crianças - especialmente menores de 8 meses - não conseguem facilmente se afastar de um travesseiro ou de um pai adormecido. Por isso, o grupo de pediatras recomenda que eles durmam em colchões firmes em seus próprios berços, mas no quarto dos pais pelo primeiro ano. E uma fronha bem presa ao colchão é a única roupa de cama recomendada para evitar asfixia ou estrangulamento.

Fonte: Revista Crescer


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