15 de julho de 2012 · 14:35
A síndrome do coração partido – uma condição que temporariamente provoca insuficiência cardíaca em pessoas que sofrem de estresse severo – pode , na verdade, proteger o coração de níveis muito elevados de adrenalina, afirma novo estudo publicado no periódico Circulation.
Segundo os autores, o estudo fornece a primeira explicação fisiológica para cardiomiopatia Takotsubo, porque isso afeta as pessoas que sofrem de estresse emocional grave – como luto ou fim de um relacionamento -, e sugere diretrizes para o tratamento.
As conclusões foram obtidas após a realização de testes com modelos animais. Os pesquisadores induziram os corações destes ratos à características semelhantes às de pessoas com a síndrome do coração partido. Os animais, então, receberam doses fatais de adrenalina e de outras substâncias que superestimulam o coração. Os autores do estudo observaram que os ratos com a síndrome se mostraram protegidos contra quantidades tóxicas do hormônio. “Há novas pistas sobre como o coração pode se proteger do estresse, e isso abre portas para novas pesquisas sobre a síndrome do coração partido”, diz Shannon Amoils, autora da pesquisa.
Ela sugere que pessoas com esta condição têm uma resposta diferente à adrenalina e, em vez de apresentarem um estímulo excessivo da função cardíaca quando há uma carga grande do hormônio, elas reduzem o bombeamento do coração em situações de estresse. “Isso provoca uma insuficiência cardíaca temporária, mas que é recuperada em poucos dias ou semanas”, finaliza.
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