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22 de maio de 2011 · 14:13

Eleição no Parque: Quem leva? César Gama X Marco Antônio

Arte Ururau

César Gama busca sexto mandato e Marco Antônio acabar com sequencia

César Gama busca sexto mandato e Marco Antônio acabar com sequencia

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Nesta segunda-feira (23/05) o Americano viverá o clima de eleição para a presidência do clube. De um lado a situação com o empresário César Gama, buscando seu sexto mandato consecutivo, enquanto que do outro a oposição tendo como candidato o cirurgião dentista Marco Antonio, querendo "quebrar" a sequência da atual administração.

Em entrevistas concedidas ao Site Ururau mostram que o desejo é o mesmo, o de fazer o clube voltar aos bons tempos principalmente com o futebol, mas apresentam fórmulas distintas, pelo menos no critério administração.

Para o eleição de segunda-feira, os candidatos disoputarão os votos de 25 sócios em dia, 1.840 socios remidos (muitos já falecidos), 70 laureados e 70 beneméritos.

Você saberá nas próximas linhas, nas entrevistas que foram gravadas, o que cada um apresenta de idéias para uma possível administração do Glorioso do Parque Tamandaré.


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APRESENTAÇÃO
César Gama – “Eu acima de tudo gosto do Americano. Vivo o clube 24 horas. Sou bancário aposentado, tenho a minha empresa, mas o que vivo mesmo são os problemas e as situações do Americano. Estou lá porque gosto, não quero aparecer, não sou político, não tenho interesse de aparecer, não sou de dar entrevista. O que eu quero é trabalhar para o Americano. Não tenho nada contra a ninguém”.


Marco Antonio – “Sou cirurgião dentista, implantodontista com mestrado em Campinas. Fui presidente da Câmara Junior em 2000 e em 2001 presidente regional. Fui presidente da Cooperativa Uniodonto, que peguei sucateada e em três anos entreguei com sede própria, portanto nós temos alguma noção de gestão; fiz MBA em gestão no Isecensa e me considero qualificado e amante do Americano para fazer uma boa presidência no clube”.


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VOTO POR PROCURAÇÃO
Marco Antonio – “Em pleno século 21, em 2011 é lamentável que se vote por procuração. Não consigo visualizar pessoas esclarecidas, até empresários assinando uma procuração em branco, não sabem em nome de que e vão assinando. São pessoas que concordam com o Americano do jeito em que está, lutando para não cair, com o Parque Aquático sucateado, enfim, concordam com o Americano acabar. Se conseguíssemos cassar o voto por procuração, as chances aumentariam, afinal o clamor por dias melhores é muito grande”.


César Gama – “Nós temos que cumprir o estatuto. Não mudei o estatuto e nós temos que seguir o livrinho se é legal. Houveram algumas mudanças, antes era ilimitado o número de procurações, hoje cada sócio só pode pegar 15 procurações, portanto, se a situação pode pegar, porquê a oposição não pode e eles estão pegando. É legítimo e está no estatuto”.


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PATROCÍNIOS
César Gama – “Se eu tivesse a certeza de que o convênio da Prefeitura fosse pago desde já, afinal o convênio é uma contra partida, o governo investe com o dinheiro e em troca trabalhamos os jovens no futebol, no ano passado só recebemos de junho em diante e este ano ainda não recebemos. A Fundação de Esporte, através do Maguinho, diz ser por algumas dificuldades burocráticas, já que em relação a documentos, o Americano está com tudo certinho. Nós vemos aqui em nossa vizinhança a Prefeitura de Macaé dando R$ 250 mil por mês para o Macaé e ainda consegue mais R$ 100 mil de patrocínio. O Volta Redonda dá R$ 150 mil por mês e mais toda a renda do estádio é do Volta Redonda. O Cabofriense tem uma receita forte também, junto a Prefeitura, e nós aqui estamos nesta dificuldade e eu faço aqui um apelo, vamos resolver o mais rápido possível para resolver este problema. Eu procuro a muitos anos a Petrobras, mas eles sempre vem com uma desculpa dizendo não poder, mas não em contra partida nenhum apoio ao clube, não é por falta de iniciativa minha, tento a muitos anos mas não consigo”.


Marco Antonio – “Acredito que um clube de tradição como o Americano consiga juntar grandes patrocinadores. Eu digo que a torcida do Goytacaz é mais atuante, mas a torcida do Americano é de maior recurso financeiro. E para conseguir empresas para custear nossas partidas eu serei incansável para ter os recursos de patrocínio da Petrobras, pois é um absurdo ter todo este dinheiro saindo de nossas Bacias e não haver um retorno em nosso esporte. Tem que haver uma parceria com a Prefeitura, um convênio, mas um patrocinador forte para manter estas despesas com as partidas. Nós já temos algumas fortes empresas que apostam em nossos projetos e que estarão junto conosco, assim que assumirmos a presidência”.


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PATRIMÔNIO
Marco Antonio – “Porquê no entorno do Godofredo Cruz só tem uma serralheria e não tem pelo menos uma loja do clube? Você quer comprar uma camisa do clube, não acha. No dia de jogo se você quiser levar alguma lembrança do Americano, não irá encontrar. Até na frente do estádio, camelôs vendem de tudo, menos camisas do alvinegro campista. Está faltando um trabalho novo, não adianta a situação vir agora e dizer que vai mudar, que vai colocar a partir de amanhã ou depois, até porquê estamos em período de eleição, é história. Precisamos aproveitar o estádio de maneira empresarial”.


César Gama – “Há um projeto, antigo por sinal. As lojas que temos, como da serralheria, é alugada. É uma receita que entra para o clube, pequena é verdade, mas entra. Internamente pensamos em fazer um boutique do clube, porque quase todos os clubes tem, e nós estamos vendo com o patrocinador do material para que possamos o mais rápido possível adiantar, como uma de nossas metas”.


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CONSIDERAÇÕES FINAIS
César Gama – “Estou preparado para a eleição, pois as circunstâncias forçam para que eu continue. O Mario Filho que seria candidato, mas teve um problema de saúde e os médicos o proibiram de participar destas fortes emoções. Em função disso, o grupo atual resolveu que eu continuasse, afinal nós estamos em um trabalho correto e por isso iremos pegar este desafio maior ainda. Nós já realizamos muitas coisas, mas tudo envolve o problema do dinheiro. A situação financeira sempre foi muito difícil, para que possamos fazer mais alguma coisa. Todo mundo questiona ter a verba da Globo, mas a verba dá apenas para fazer o campeonato, mas o clube vive o ano todo, também em outras competições, tem infantil, juvenil, juniores, profissionais, é uma importância que vem, ajuda muito. A parte financeira é o grande problema do Americano”.


“O Americano tem quase 60 funcionários, afinal se mantém o ano inteiro, preparador, massagista, roupeiro, de todas as categorias e uma folha salarial em torno de R$ 55 mil, fora o futebol profissional, que durante o campeonato chega a R$ 120 mil/ mês. Estamos confiantes na vitória pelo trabalho que realizamos, afinal pequei o clube em 1993, com dívidas de R$ 1,5 milhão e hoje o clube não deve a ninguém, a não ser a mim e aos que eu peguei emprestado, cerca de R$ 450 mil. Para um time de futebol, é uma dívida irrisória”.


“Dos 12 mil sócios nós fizemos uma listagem e encerramos com 10 mil, ficamos com 2 mil e destes  apenas 26 estão em dia. Hoje acredito que seja muito difícil que os demais quitem, até porque admito que temos que melhorar muita coisa, as piscinas e o ginásio não estão em condições boas de utilização e tudo isso envolve dinheiro e dinheiro e canalizado para o futebol. Antigamente foram feitas as piscinas e o ginásio para arrecadar dinheiro para o futebol, hoje o futebol tira o dinheiro que seria investido nas piscinas e no ginásio e isto tem que acabar e nós acabaremos com isso”.


Marco Antonio – “A oposição é sempre salutar, nós vimos a necessidade de o clube ter uma oposição, para o crescimento e principalmente para mudar esta posição do Americano fazer times para não cair. Eu sou de uma época (1982), em que o clube sempre enfrentava os grandes do Rio e tive a oportunidade de ver grandes atletas aqui no Godofredo Cruz. Eles tremiam ao enfrentar o Americano. Hoje você vê o clube sucateado, que teve, neste ano, que disputar um jogo contra o Fluminense , em Macaé, no qual fui e fiquei muito triste, pois antes emprestávamos o estádio para os clubes da região e agora ter que ir para Macaé, passar a ter um mando de campo contra um grande clube”.


“Nosso trabalho é exatamente para ter um modelo de gestão diferente do atual e peço que as pessoas venham votar, não em mim, mas neste projeto de gestão. Por mais que possam dizer que eu não tenho história no futebol e que eu não vivenciei todos os problemas do clube, eu gostaria de dizer que estou pronto para mostrar um caminho diferente, com pessoas que pertencem ao meu grupo e que são competentes, cada um em sua área, e capazes de realizar um bom trabalho. Se o torcedor me der uma oportunidade, não por procuração, mas indo votar, nós iremos fazer a diferença e iremos voltar o Americano aos tempos de glória. Há tempos estamos estudando as fragilidades e os pontos fortes do Americano, para um desenvolver do clube realmente forte e com segurança”.


“Nós sairíamos de uma gestão familiar, para uma gestão empresarial com pessoas qualificadas, por exemplo. A gerência de futebol é algo no qual eu não negocio com ninguém, a não ser com alguém capaz de conduzir bem esta área. Acredito que a tradição tem que se unir, assim como diz nosso slogan ´O novo Americano com a experiência do passado´. Portanto nós temos que ter uma tradição sim, mas das pessoas sérias que estão nos ajudando, mas com a oxigenação das pessoas novas”. 


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