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Mauro de Souza/Divulgação
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22 de fevereiro de 2012 · 12:00
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Gordura animal já é a segunda matéria-prima mais utilizada nas usinas, com 15% de participação, perdendo apenas para a soja
O Brasil usa atualmente 5% de biodiesel na mistura do diesel utilizado como combustível. A previsão é aumentar este percentual para 20% nos próximos oito anos. Além da soja, muitas outras matérias-primas já foram testadas como alternativa. Uma das mais viáveis é o sebo bovino. Porém, especialistas dizem que falta ainda padronizar o produto e organizar melhor a cadeia.
Representante da Associação dos Produtores de Biodiesel no Brasil (Aprobio), Alexandre Pereira ressalta a importância do produto pro mercado de biodiesel.
O sebo bovino é a segunda matéria mais utilizada nas usinas, com 15% de participação. Só perde para a soja. O Brasil produz hoje cerca de 750 mil toneladas de sebo, o que representa matéria-prima de sobra para atender o mercado, que só não é maior por causa da limitação de demanda, mas que, indiscutivelmente, já provou que deu certo pelo custo e disponibilidade.
“O sebo vem de uma cadeia organizada, da produção da carne, então não tem o problema do desabastecimento dele, ao contrário. Você tem aí a utilização de um subproduto que antigamente era descartado,” conclui Pereira.
O pesquisador Gabriel Levy fez um estudo detalhado sobre a viabilidade econômica do sebo bovino como matéria-prima para o biodiesel. Ele ouviu representantes de oito usinas no Brasil. Em uma tese de mestrado, relacionou as características do produto e as variáveis para a eficiência da cadeia. E concluiu que é necessária a maior organização do setor, além da padronização da matéria prima.
“Existe a necessidade de instituir um padrão, o que seria o perfil de um sebo interessante, adequado para o biodiesel. Ele deve ter um nível de acidez, nível de água, ponto de entupimento que pode gerar no biodiesel para atender tantos por cento. São fatores interessantes a serem comentados,” diz o pesquisador.
Atualmente, o sebo já complementa a cadeia de matérias-primas necessárias para garantir que o Brasil tenha segurança no abastecimento de biodiesel.
Algumas usinas no interior de São Paulo já entraram no mercado de biodiesel feito com gordura animal. Uma delas começou produzindo mil toneladas e agora já chega a nove mil toneladas por mês. A cada dia, chegam no local 10 caminhões com matéria-prima, sebo de fornecedores do Brasil inteiro.
“Nós recebemos de frigoríficos diretamente e também de graxarias. Quem recebe, recicla o sebo dos açougues e também de frigoríficos menores,”diz o diretor da usina, Ricardo Magalhães.
A estrutura da usina que faz biodiesel de sebo é semelhante à que faz de soja, a principal matéria-prima hoje no Brasil. Em uma usina de Charqueada, a 200 quilômetros de São Paulo, com 80 mil metros quadrados, os tanques têm capacidade para estocar até 10 milhões de litros de sebo líquido e de biodiesel pronto. Conta também com uma área de processamento do produto, onde estão os laboratórios da usina. Do local, depois de mais de 20 análises, sai assim o óleo pronto para o mercado.
Até pouco tempo atrás, o sebo era um excedente da pecuária. Apesar de ser usado na produção de sabão e na indústria de cosméticos, foi só com a transformação em biodiesel que este produto ganhou valorização de fato. Uma tonelada do sebo chega a custar hoje até R$ 2 mil. Sem contar que, com esta nova destinação, resolveu-se, de certa forma, um problema ambiental e se gerou um produto de qualidade, controlado e atestado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
O gado que o criador Paulo Parisi tem na fazenda está com maior valor agregado agora. Não vale só pela carne ou pelo leite que produz. O pecuarista, pequeno produtor, tem 20 vacas e mantém no pasto alguns reprodutores, como um touro nelore de três anos. O animal pesa 500 quilos, dos quais pelo menos 17 kg são de gordura, tão cobiçada pela indústria de biodiesel.
O pecuarista conta que já foi açougueiro. Naquela época, há 20 anos, o sebo virava sabão ou era jogado fora.
“Se você não derreter ele e virar sabão, você vai fazer o que com ele? Então acho que foi uma boa medida do governo implantar esse sistema de virar combustível,” defende Parisi.
“A maior dificuldade do sebo é a diversidade de origem, a logística. Então é mais difícil fazer biodiesel de sebo, mas o produto é tão qualificado quanto o óleo, apesar das dificuldades operacionais,” garante Magalhães.
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VALORES CAMPOS/RJ
Campus Dr. Leonel Miranda - UFRRJ
AÇÚCAR
29/3/2012
Valor R$ 56,13
Var./Dia: 0,14%
* Sacos de 50kg, com impostos, Posto Veículo Usina (PVU).
* CANA-DE-AÇÚCAR
Feveiro/12 - 2ª Quinzena
- Valor ATR (R$/Kg)
R$ 0,5423
- Valor (R$/t)
R$ 60,5988
- Var./Dia: ** -3,22%
* Valor básico esteira
** Variação quinzenal
(Convênio UFRRJ-FAPUR/ASFLUCAN/Unidades Industriais do Estado do Rio de Janeiro).
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VALORES SÃO PAULO
AÇÚCAR CRISTAL
29/03/2012
Preço SP
- Valor R$ 58,08
- Var./Dia: 0,48%
* por sc de 50Kg, com impostos, sem frete.
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BEZERRO
29/03/2012
- Valor R$ 704,15
- Var./Dia: -0,64%
* valor por unidade - descontado o prazo de pagamento pela taxa CDI.
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BOI
29/03/2012
- Valor R$ 94,77
- Var./Dia: 0,16%
* por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP.
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CAFÉ
29/03/2012
- Valor R$ 371,96
- Var./Dia: -1,90%
* por saca de 60kg líqüido, bica corrida, tipo 6, bebida dura para melhor, valor descontado o Prazo de Pagamento pela taxa da NPR, posto na cidade de São Paulo.
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FRANGO
- Resfriado
29/03/2012
- Valor R$ 2,72
- Var./Dia: 0,37%
* Atacado, média (R$/kg) das regiões de São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado.
- Congelado
29/03/2012
- Valor R$ 2,70
- Var./Dia: -0,37%
* Atacado, média (R$/kg) das regiões de São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado.
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ETANOL
- Hidratado Combustível
19/03 à 29/03/2012
R$ 1,2099/litro
* Sem frete, sem impostos
19/03 à 29/03/2012
- Anidro Combustível
R$ 1,2807/litro
* Sem frete, sem impostos
- Hidratado (Outros Fins)
19/03 à 29/03/2012
R$ 1,2421/litro
* Sem frete, sem impostos
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MILHO
29/03/2012
- Valor R$ 27,43
- Var./Dia: 0,96%
* À vista por saca de 60 kg, descontando o prazo de pagamento pela taxa CDI/CETIP.
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SUÍNO
29/03/2012
- Valor média R$ 2,12
- Var./Dia: -4.64%
- Valor mín. R$ 1,96
- Valor máx. R$ 2,32
* Preço recebido pelo produtor R$/kg sem ICMS.
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TRIGO
(Ref. Estado PR)06
29/03/2012
- Valor R$ 463,29
- Var./Dia: -0,07%
* Preço por tonelada, mercado disponível, à vista (valor a prazo é descontado pela taxa NPR).
FONTE: Cepea

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