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Campos e Estado do Rio descumprem decisão de 129 leitos no município, diz Defensoria

O município de Campos e o Estado do Rio de Janeiro descumpriram a decisão de implantar 129 leitos para atendimento de pacientes da Covid-19. A informação foi confirmada pela Defensoria Pública do RJ na noite desta sexta-feira (05/06). Na semana passada, o município ampliou de 19 para 29 leitos. Logo cumpriu pouco do que foi determinado e o estado não cumpriu nada. ... continuar lendo

Economizando

Charles Medina

Por que não existe risco de um novo confisco, como realizado no Plano Collor I?

25/04/2020 às 12h22

Reprodução
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)brasileiro esperado para o ano de 2020 antes da pandemia, girava em torno de 2%
A Covid-19 ainda não possui remédios nem vacina conhecidos, em decorrência disso, um dos métodos indicados para seu arrefecimento é por meio do isolamento social, o que foi proposto por parte de alguns governantes e indicado pelo ministério da saúde aqui no Brasil e pela OMS, porém, possui efeito colateral, uma crise econômica.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)brasileiro esperado para o ano de 2020 antes da pandemia, girava em torno de 2%, agora, gera expectativas por parte de alguns economistas numa redução na casa de 5%.Não só pelo isolamento nas cidades brasileiras, mas, também, porque o crescimento mundial foi afetado pela pandemia. A economia da China contraiu no primeiro trimestre pela primeira vez na série histórica, o tombo do PIB foi de 6,8% entre janeiro e março na comparação com o ano anterior. E de acordo com o Banco Mundial o PIB da região da América Latina e Caribe (exceto Venezuela) como um todo deve diminuir 4,6% em 2020.

Devido a dados pessimistas como estes, nesses últimos dias,amigos têm me perguntando se nessa crise econômica há possibilidade do governo realizar uma novo confisco da poupança como ocorreu no início do governo Collor. A resposta é não! Explico o porquê.

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Para identificar a razão da não viabilidade desse procedimento é necessário voltarmos uma pouco no tempo. Em 1989 foi eleito Fernando Collor de Mello, primeiro presidente por voto direto desde 1961. Uma de suas propostas de campanha era de mudanças profundas na economia com uma questão prioritária, o combate a inflação, que no ano de 1989 chegou a 1.972,91%. Collor tomou posse em março de 1990, nesse mês, o índice IPC-A teve o pico da série histórica com 82,39%.

Medidas para debelar a carestia eram necessárias, pois haviam taxas inflacionárias crescentes com uma consequente hiperinflação. Nesse contexto é lançado o Plano Collor I, no dia 15 de março, mesmo dia da posse do então eleito presidente.
Como escreveu Bresser Pereira no seu artigo “Hiperinflação e estabilização no Brasil: o primeiro plano Collor”, no programa de estabilização donovo Presidente, uma recessão moderada foi encarada como um objetivo ou mesmo como uma consequência necessária. Esperava-se a utilização do ajuste fiscal, contudo, foi utilizado, a redução da oferta de moeda. E esta redução foi tão radical, que acabou desorganizando a produção o que levoua economia a uma recessão profunda maior que a esperada, sem, contudo, lograr o controle da inflação.

A redução na oferta de moeda, foi realizada por meio de um aperto monetário radical, que incluía o bloqueio de 70% dos ativos financeiros do setor privado. Todas as aplicações financeiras que ultrapassassem o limite de NCr$50.000 (cinquenta mil cruzados novos), foram bloqueados por um prazo de 18 meses. De acordo com Fabio Giambiagi, o bloqueio de recursos foi considerado uma inadmissível intervenção estatal, que tirava a confiança dos poupadores no sistema financeiro nacional, com graves consequências para o país.

Então, como vimos no histórico relatado, o bloqueio dos investimentos de poupadores foi realizado com o intuito de domar a hiperinflação existente a época, o que não observamos nos tempos atuais com os 3,30% acumulados pelo IPC-A nos últimos 12 meses, muito diferente dos 82,39% no mês de março de 1990 ou nos 1.620% do ano de 1990. Ou seja, não temos praticamente inflação.

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Outro ponto importante a comentar, é que, nessa crise econômica atual, a necessidade é de reativação da economia, por meio de consumo das pessoas e empresas e investimentos, que podem ser realizados por meio de concessões de empréstimos, ou injeção de recursos pelo governo e ou investidores externos. Ou seja, mais dinheiro precisa circular, ao contrário do que foi proposto no confisco do plano Collor I, onde a ideia era a redução da moeda em circulação e teve como consequência uma profunda recessão o contrário do que é desejado hoje.

Assim, podemos ficar tranquilos, pelo menos, esse problema não teremos que enfrentar.

Charles Medina Faria


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