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Economizando

Charles Medina

Selic, inflação e câmbio, em meio à crise econômica

10/05/2020 às 13h02

Reprodução
Selic, inflação e câmbio, em meio à crise econômica
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu na data do dia 07/05 reduzir a taxa básica de juros, Selic, de 3,75% a.a. para 3,00% a.a., essa redução de 0,75% a.a. significa 20% a menos de custo para dívida pública atrelada a Selic e menos 20% de ganho para poupadores que tem a taxa básica como referencial (poupança, CDBs dentre outros).

Só como efeito comparativo, em julho de 2015 a Selic chegou a 14,25% ao ano, vivíamos um tempo de juros mensais maiores que 1% mês, muito diferente dos atuais 0,25%.

Porém, esse novo patamar histórico da taxa, que em momentos normais poderia deixar qualquer empresário otimista e ser motivo de euforia para investimento em novos negócios, nesta ocasião não significa bons números econômicos e nem ensejo de alegria. Pode ser um alento, para à economia.

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Estamos vivendo uma crise sem precedentes em nossas gerações. Uma pandemia que ceifa vidas e obriga pessoas a ficarem em casa como único método encontrado para controle de sua curva de casos. Ainda não existe remédio comprovadamente eficaz, nem vacina.

Efeito dessa crise sanitária, uma grave crise econômica instalada, ocasionada não só pelo fechamento de comércios e serviços não essências, determinado por governantes, mas também, pelas inúmeras incertezas com o futuro no Brasil e resto do mundo.

 Essas dúvidas minam os planejamentos de empresas, e os investimentos privados consequentemente são afetados. Junta-se o menor consumo por parte das famílias e uma menor demandapor parte do setor privado, tem-se um cenário de ociosidade da capacidade instalada nas empresas, o que gera desemprego e uma expectativa de inflação menor.

Para o Bacenque trabalha com metas de inflação, e uma carestia abaixo da metanão é ideal. No mês de abril, o IPCA, que é o índice de preços oficial brasileiro apurado pelo IBGE, fechou em deflação de 0,31%, menor índice em 22 anos. No acumulado de doze meses o indicador fechou em 2,40%. A meta para inflação do Banco Central é de 4,0% com variável de 1,50% para baixo ou para cima. Ou seja, a inflação está abaixo da mínima da meta de 2,50%.

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Importante observar os motivosdessa deflação em abril, pois nem todos os componentes foram deflacionários. O grupo de alimentação e bebidas, por exemplo, teve alta de 1,79% no mês. Já no preço dos combustíveis verificou-se queda de 9,59%.

Essa alta nos preços dos alimentos e bebidas pode ser explicado pela corrida aos supermercados num primeiro momento para estoque em casa decorrente do isolamento. E a redução dos combustíveis vem de uma queda no preço do petróleo e menos consumo do insumo, pois parte da população está se mantendo em distanciamento social, em casa.

Assim, espaço para reduções na taxa Selic ainda há, porém esses recuos podem geraruma maior pressão no câmbio. Essa desvalorização cambial alivia as exportações e o caixa de exportadores, entretanto, aumentam o custo dos produtos importados e podem geram inflação em determinados grupos que compõe a inflação.Contudo, num horizonte de comércio internacional desacelerado, as exportações tendem a não se expandir tanto como num momento normal de crescimento internacional e com taxa cambial em franca desvalorização. Do outro lado, importações são necessárias, exemplo trigo, que não é produzido todo no Brasil.

Desta forma, menos exportações (afetadas pela menor demanda internacional), e retida de dólares por parte de investidos, já que a taxa nacional ficou 20% menos atrativa, levam a saída de moeda estrangeira com menos entradas por meio das vendas externas, o que podem influenciar ainda mais a desvalorização cambial encarecendo as importações e pressionando em breve a inflação interna.

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O cenário inflacionário ainda está sob controle e por enquanto deflacionário, porém com o câmbio se deteriorando rapidamente, temos que ficar de olho na Selic, no câmbio e na inflação


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