Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
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Aposentadorias e pensões do INSS acima do salário mínimo são reajustadas em portaria

Pagamentos feitos a partir do mês que vem terão alta de 3,9%, conforme o INPC

Por Verônica Mattos
12/01/2026 às 10h57

O reajuste vale desde 1º de janeiro de 2026. / Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os segurados do INSS que recebem acima do salário mínimo terão os benefícios reajustados em 3,9%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado na sexta-feira.

Os novos valores devem ser publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda. O reajuste vale desde 1º de janeiro de 2026.

Com isso, o teto dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social passa a ser de R$ 8.475,55 (antes era de R$ 8.157,41).

Quem irá receber?

Atualmente são pagos mais de 12,2 milhões de benefícios com valor superior ao piso nacional que a partir deste ano, passa a ser de R$ 1.621,00. De acordo com o calendário de pagamento do INSS, esses segurados começam a receber o valor corrigido a partir do dia 3 de fevereiro.

Contribuição

As faixas de contribuição ao INSS dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos também foram atualizadas. As alíquotas serão:

de 7,5% para aqueles que ganham até R$ 1.621,00;

de 9% para quem ganha entre R$ 1.621,01 até R$ 2.902,84;

de 12% para os que ganham entre R$ 2.902,85 até R$ 4.354,27; e

de 14% para quem ganha de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55.

Essas alíquotas, relativas aos salários de janeiro, deverão ser recolhidas apenas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição referente ao mês anterior.

Qual o piso dos benefícios?

O valor mínimo dos benefícios do INSS (aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte) e das aposentadorias dos aeronautas, será de R$ 1.621,00. O piso é igual ao salário mínimo nacional vigente. Esse também é o valor do Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (BPC /LOAS), destinado a idosos e a pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza e da renda mensal vitalícia.

Fonte: O Globo

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