Quarta-feira, 18 de março de 2026
Brasil e Mundo

CPI do Crime aprova investigação sobre beneficiários do Banco Master e amplia apurações

Senado aprova medidas para identificar beneficiários finais do esquema

Por Fabrício Freitas
18/03/2026 às 15h36

CPI do Crime avança na investigação do Banco Master e empresas associadas / Foto: Reprodução

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou, nesta quarta-feira (18), requerimentos que ampliam a investigação sobre o Banco Master e empresas ligadas ao grupo. O foco é identificar os beneficiários finais de fundos e estruturas financeiras utilizadas nas operações.

O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a prioridade é rastrear a origem e o destino dos recursos, com atenção a mecanismos usados para ocultação de patrimônio.

A comissão autorizou o envio de pedidos de informações à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Banco Central, à Receita Federal e a entidades do mercado financeiro.

Personagens ligados ao esquema convocados e sigilos quebrados

A CPI aprovou a convocação de investigados para prestar esclarecimentos, entre eles a empresária Martha Graeff, ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, para tratar da aquisição de imóvel de alto valor.

Também foi determinada a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de dirigentes da Prime Aviation, empresa apontada como possível instrumento de apoio logístico ao esquema. Parte dos requerimentos foi apresentada pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, também foi convocado para falar sobre denúncias envolvendo operações de crédito consignado.

Decisões polêmicas e próximos passos da comissão no Senado

A comissão rejeitou pedidos de quebra de sigilo do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e a convocação de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. A decisão gerou divergências entre parlamentares.

Outro ponto da sessão foi a ausência do ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza. O depoimento foi tornado facultativo por decisão do ministro do STF André Mendonça.

A CPI segue na fase de coleta de informações e oitivas para aprofundar a apuração sobre o uso de estruturas financeiras em possíveis esquemas de lavagem de dinheiro.

Fonte: Fabrício Freitas

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