Terça-feira, 03 de fevereiro de 2026
Brasil e Mundo

Polícia francesa investiga X de Elon Musk por pornografia infantil e uso de deepfakes

Autoridades apuram crimes envolvendo IA, pornografia infantil e algoritmos

Por Fabrício Freitas
03/02/2026 às 12h55

França intensifica investigação contra o X por uso de IA e conteúdo ilegal / Foto: Reprodução

A polícia francesa realizou nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, uma operação de busca e apreensão nos escritórios da rede social X, em Paris. A ação integra uma investigação preliminar conduzida pelo Ministério Público de Paris que apura a possível disseminação de pornografia infantil, uso de deepfakes com conteúdo sexual explícito e outras infrações graves associadas ao funcionamento da plataforma.

Segundo os procuradores, a investigação envolve suspeitas de cumplicidade na manutenção e propagação de imagens pornográficas de menores, violação de direitos de imagem por meio de deepfakes sexuais, negação de crimes contra a humanidade e manipulação de sistemas automatizados de dados por organização estruturada. A apuração foi aberta em janeiro de 2025 e ampliada meses depois após novas denúncias relacionadas ao uso do chatbot Grok, ferramenta de inteligência artificial integrada ao X.

As autoridades francesas informaram que Elon Musk, proprietário da plataforma, e Linda Yaccarino, ex-CEO do X, foram convidados a prestar esclarecimentos em audiências previstas para abril de 2026, na condição de gestores da empresa à época dos fatos investigados. Funcionários do X na França também devem ser ouvidos como testemunhas.

Paralelamente, o Reino Unido abriu investigação envolvendo o uso do Grok para produção de imagens sexuais não consensuais, incluindo casos que envolvem crianças. A Comissão Europeia também instaurou procedimento semelhante na semana anterior, ampliando a pressão regulatória sobre o grupo liderado por Musk.

O Ministério Público de Paris afirmou que a condução do inquérito busca garantir que a plataforma cumpra integralmente a legislação francesa, já que opera em território nacional. Em nota, o órgão informou ainda que deixará de utilizar o X como canal institucional, passando a se comunicar por redes como LinkedIn e Instagram.

O X ainda não se manifestou oficialmente sobre a operação. Em ocasiões anteriores, Elon Musk classificou investigações europeias como politicamente motivadas e alegou ataque à liberdade de expressão. Especialistas apontam que o caso pode aprofundar tensões entre Estados Unidos e União Europeia sobre regulação de grandes plataformas digitais e responsabilidade algorítmica.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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