Polícia identifica mais um lote da cerveja 'Belorizontina' contaminado em MG

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Polícia identifica mais um lote da cerveja 'Belorizontina' contaminado em MG

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13/01/2020 às 12h51 Verônica Mattos

Reprodução
A Backer já havia emitido nota dizendo que não usa o dietilenoglicol na produção das cervejas, mas que utiliza o monoetilenoglicol.

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A Polícia Civil confirmou na manhã desta segunda-feira (13/01) que mais um lote da cerveja Belorizontina, da Backer, está contaminado por dietilenoglicol e monoetilenoglicol. As duas são utilizadas como anticongelantes em serpentinas de indústrias cervejeiras. Mas monoetilenoglicol é considerado menos tóxico.

A Polícia Civil investiga se um ex-funcionário participou de suposta sabotagem na contaminação da cerveja. No fim do ano passado, um supervisor da cervejaria chegou a registrar boletim de ocorrência de contra o ex-trabalhador, que o ameaçou.

“Não posso afirmar se foi sabotagem ou se foi erro.”, disse Flávio Grossi Delegado titular do inquérito na coletiva.

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Até agora, a Polícia Civil confirmou onze casos da chamada síndrome nefroneural. Um deles morreu em Juiz de Fora, onde estava internado, na semana passada. Além dos pacientes internados em Belo Horizonte, há um em São Lourenço e outro em Viçosa.

“Neste primeiro momento estamos buscando entender como se deu a intoxicação. É o primeiro passo. Para, posteriormente, nós buscarmos algum tipo de responsabilidade penal, caso exista. Neste contexto, há uma necessidade do trabalho pericial", disse Wagner Pinto.

O novo lote contaminado é o L2 1354, segundo o delegado Flávio Grossi. "É importante ressaltar a existência de mais este lote, que não era de conhecimento. E ao contrário do que imaginávamos, o lote não estava concentrado só no Buritis", afirmou.

Segundo a Polícia Civil, este é o terceiro lote analisado. Mas, segundo a fabricante, os dois primeiros itens, L1 e L2, pertencem um único lote, 1348.

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Exames de sangue deram negativo para monoetilenoglicol

De acordo com as investigações, exames de sangue de quatro vítimas deram positivo para a presença de dietilenoglicol, substância que pode ter provocado os sintomas de insuficiência renal e alterações neurológicas. As amostras de sangue, no entanto, não detectaram a presença de monoetilenoglicol.

De acordo com o superintendente da Polícia Técnico Científica da Polícia Civil, Tales Bittencourt, a contaminação por dietilenoglicol pode ser letal com a dosagem entre 0,014mg por quilo a 0,17 mg por quilo. “Isso significa que a dose letal para um homem de 70 quilos pode ser entre 1 grama a 12 gramas.”

Apesar de não ter sido constatada a presença de monoetilenoglicol no sangue dos pacientes internados, a substância foi encontrada nas garrafas recolhidas nas casas destas pessoas, do lote 1348, das linhas L1 e L2 e também em garrafas recolhidas dentro da Backer. O dietilenoglicol foi encontrado nas amostras de cerveja analisadas.

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Ainda segundo a polícia, as amostras recolhidas na fábrica foram levadas para Brasília, para a realização de estudo de carbonatação, que avalia se houve violação da embalagem. O resultado, de acordo com a polícia, deu negativo.

O que diz a Backer

A Backer já havia emitido nota dizendo que não usa o dietilenoglicol na produção das cervejas, mas que utiliza o monoetilenoglicol. Entretanto, segundo a Polícia Civil, em um dos tanques da fábrica, foram encontradas as duas substâncias. O G1 ainda aguarda posicionamento da empresa em relação à coletiva desta segunda.

Fonte: G1

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