Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
Brasil e Mundo

Recuperação Judicial da Oi: honorários de Bruno Rezende podem ultrapassar R$ 850 milhões

Percentual fixado pela Justiça pode gerar uma das maiores remunerações do país em RJ

Por Fabrício Freitas
04/02/2026 às 11h45

Honorários na recuperação judicial da Oi podem ultrapassar R$ 850 milhões e levantam debate no mercado / Foto: Reprodução

Diferente dos valores estimados até agora, sustentam especialistas que 5% dos créditos do Grupo Oi podem ultrapassar R$ 850 milhões, e não R$ 750 milhões como foi noticiado.

As mesmas fontes afirmam que é muito improvável que ocorra uma mudança no percentual e que a decisão da juíza da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro é irretocável.

Bruno Galvão de Souza Pinto de Rezende é advogado do Rio de Janeiro e sua empresa é a Preservar Administração Judicial, Perícia e Consultoria Empresarial Ltda.

A dúvida que paira é se, nesse percentual, também estariam incluídos os honorários da empresa Tatiana Binato de Castro Miccione, nomeada recentemente para atender a duas empresas subsidiárias da Oi no processo.

Na realidade, Bruno Rezende é também administrador da recuperação da Refinaria de Manguinhos (Refit). Isso só no Rio. Nunca vi ninguém recuperar nada nesses processos.

Esse tipo de advocacia já está atraindo vários escritórios de advogados estadunidenses para o Brasil. A empresa que, atualmente, entra em recuperação deixa de pagar alguns impostos e se transforma em uma concorrente desleal.

Essa lei foi criada para dar errado. Os credores quase nunca recebem. Quando começa a recuperação, logo aparecem investidores para comprar as partes interessantes da empresa.

No caso do Grupo Oi, quem aparece de forma mais agressiva é o BTG Pactual e seus fundos. Leia-se André Esteves e Paulo Guedes. O Brasil precisa de nomes. Eles estão comprando o país.

Agora começaram a se manifestar para aprovar a PEC das praias, onde André Esteves ficaria com as praias de maior movimento no Sudeste. Eles colocam uma sopa de letras para desviar a opinião pública.

Essa conclusão é um resumo de inúmeros processos e recursos. Nada se resolve. Em regra, os administradores podem ser bem remunerados.

Será que R$ 850 milhões é muito dinheiro? No Rio, se for amigo da mídia tradicional, morar no Leblon ou trabalhar na Faria Lima, isso passa batido.

Nesses processos de recuperação do Grupo Oi, começaram a aparecer nomes da família imperial de Petrópolis como advogados de bancos. Escrevem bem. Nem sabia que esse pessoal trabalhava. Estavam sumidos.

Muito menos como advogado, atualmente uma profissão tão simples. Ocuparam espaço no reino de Bolsonaro.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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