Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Cidades

Peregrinação dos campistas a Santo Amaro reúne fé, tradição e resistência cultural

Manifestação religiosa atravessa gerações em Campos

Por Fabrício Freitas
14/01/2026 às 22h12

Caminhada até Santo Amaro reúne fé, devoção e tradição em Campos / Foto: Reprodução/ PMCG

Todos os anos, fiéis de Campos dos Goytacazes mantêm viva uma das manifestações religiosas mais tradicionais do Norte Fluminense: a peregrinação a Santo Amaro. O ato de fé, que atravessa gerações, reúne moradores da cidade e da região em um percurso marcado por devoção, sacrifício e identidade cultural.

A peregrinação tem como destino a localidade de Santo Amaro, distrito de Campos, onde está a igreja dedicada ao santo que dá nome à região. Muitos dos romeiros percorrem longos trechos a pé, alguns durante a madrugada, pagando promessas, agradecendo graças alcançadas ou simplesmente reafirmando a fé.

A tradição é antiga e remonta aos tempos em que a religiosidade popular tinha papel central na organização social do interior fluminense. Santo Amaro é considerado por devotos um intercessor poderoso, especialmente em pedidos ligados à saúde, proteção da família e trabalho. Ao longo do trajeto, é comum ver peregrinos descalços, carregando cruzes, imagens religiosas e entoando orações.

Além do aspecto espiritual, a peregrinação também tem forte valor cultural. Famílias inteiras participam do percurso, muitas delas repetindo o ritual que já era feito por pais e avós. O evento transforma a rotina da cidade, movimenta comunidades rurais e reforça laços de pertencimento entre os campistas.

A chegada à igreja é marcada por emoção. Muitos fiéis se ajoelham, choram ou fazem orações silenciosas em frente ao altar. Missas especiais costumam ser celebradas ao longo do dia, reunindo centenas de pessoas. O clima é de respeito, gratidão e renovação da esperança.

Mesmo diante das mudanças sociais e da diminuição de práticas religiosas tradicionais em muitas regiões do país, a peregrinação a Santo Amaro segue firme em Campos dos Goytacazes. O evento se mantém como símbolo de fé coletiva e resistência cultural, mostrando que, para muitos campistas, caminhar até Santo Amaro é mais do que um ritual religioso: é um ato de identidade.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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