Segunda-feira, 30 de março de 2026
Curiosidades

COP15 em Campo Grande fortalece conscientização sobre espécies migratórias

Atividades paralelas à conferência incentivam educação ambiental e pesquisa científica

Por Fabrício Freitas
30/03/2026 às 11h42

Atividades na Casa do Homem Pantaneiro ampliaram o debate sobre conservação das espécies migratórias. / Foto: RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, concluiu-se no último domingo (29) com importantes reflexos para a conscientização ambiental local e nacional. Além das negociações globais, a Casa do Homem Pantaneiro, localizada no Parque das Nações Indígenas, tornou-se um espaço de atividades gratuitas e abertas ao público, com a programação chamada Conexão sem Fronteiras.

Atividades abertas fortaleceram o engajamento público

Durante toda a conferência, o antigo prédio, recentemente restaurado, promoveu uma série de exposições, palestras e iniciativas que atraíram a atenção do público para os ciclos de migratórias de diversas espécies brasileiras. A oportunidade permitiu que moradores e visitantes conhecessem melhor os trajetos percorridos por animais silvestres e refletissem sobre a importância da proteção dessas espécies. Luiz Henrique Kinikinau, estudante de agroecologia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, ressaltou que muitos pássaros migratórios no território sul-mato-grossense passam despercebidos, e o evento ajudou a ampliar essa percepção.

Espaço público restaurado para educação ambiental

Entre os visitantes, a professora Adriana Suzuki, da rede pública municipal de Campo Grande, destacou o valor da recuperação da Casa do Homem Pantaneiro como um espaço democrático para a divulgação científica. Ela contou que, apesar de praticar observação de aves há algum tempo, só tomou conhecimento da existência da conferência ao saber que a capital sul-mato-grossense sediaria a COP15. A programação representou para ela a chance de aprofundar o conhecimento e estabelecer parcerias para transformar essa informação em projetos educacionais, ampliando o alcance do aprendizado nas escolas.

Legados da COP15 para ciência e cidade

No encerramento do evento, a secretária Nacional de Biodiversidade, Rita Mesquita, destacou a relevância da iniciativa promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Segundo ela, a Casa do Homem Pantaneiro se consolidou como um centro de divulgação científica acessível a todos, reforçando o caráter democrático da ciência. O evento também deixou legados palpáveis para Campo Grande, como o Bosque da COP15, uma área verde urbana que simboliza o compromisso com a sustentabilidade.

Outro avanço importante é o lançamento de um edital de pesquisa pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para estudos sobre espécies migratórias e suas rotas. Esse edital visa fomentar o trabalho de pesquisadores, universidades e centros de pesquisa em todo o país, ampliando o conhecimento científico e as políticas de conservação.

Rita Mesquita ressaltou ainda que esse processo integra esforços de várias esferas e parcerias, buscando construir um futuro mais sustentável para a cidade e o Brasil. Além dos legados ambientais, a COP15 serviu para estimular um diálogo ampliado e necessária visibilidade sobre a fragilidade das espécies migratórias e os desafios para sua proteção.

 

Fonte: Agência Brasil

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