Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Economia

Aposentadoria em 2026 tem regras mais duras e eleva idade e tempo exigidos

Mudanças da Previdência em 2026 afetam quem planeja se aposentar

Por Fabrício Freitas
19/01/2026 às 11h40

Reforma avança em 2026, aumenta exigências e altera valor final do benefício / Foto: Reprodução

As regras da aposentadoria ficaram mais rigorosas em 2026 e impactam diretamente milhões de trabalhadores que se aproximam do fim da vida laboral. As mudanças fazem parte do cronograma da reforma da Previdência aprovada em 2019, que prevê ajustes graduais até 2031, elevando idade mínima, tempo de contribuição e critérios de acesso ao benefício.

Neste ano, a elevação dos requisitos reduziu as possibilidades de aposentadoria antecipada e reforçou a necessidade de planejamento previdenciário. Para muitos segurados, a expectativa de se aposentar precisou ser revista, seja pelo aumento da idade mínima, seja pela ampliação do tempo exigido de contribuição.

Idade mínima sobe em 2026

Na regra geral, mulheres só podem se aposentar aos 62 anos, com no mínimo 15 anos de contribuição. Para os homens, a idade mínima é de 65 anos, com pelo menos 20 anos de recolhimentos ao INSS.

Já nas regras de transição, destinadas a quem contribuía antes de novembro de 2019, a idade mínima avançou seis meses em relação ao ano anterior. Em 2026, mulheres precisam ter ao menos 59 anos e seis meses, enquanto homens devem atingir 64 anos e seis meses, mantendo-se o tempo mínimo de 30 anos de contribuição para mulheres e 35 para homens.

Regra dos pontos exige mais do trabalhador

Outro critério que ficou mais rígido é a regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Em 2026, a pontuação mínima exigida chega a 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens. Esse avanço anual reduz o número de segurados aptos à aposentadoria nessa modalidade e prolonga o tempo de permanência no mercado de trabalho.

Pedágios seguem como alternativa

As regras do pedágio continuam sendo opção para parte dos segurados. No pedágio de 50 por cento, o trabalhador precisa cumprir metade do tempo que faltava para atingir o tempo mínimo antes da reforma. Já no pedágio de 100 por cento, é necessário cumprir integralmente o período pendente, mas o cálculo do benefício tende a ser mais vantajoso.

Valor do benefício também entra no cálculo

Além do acesso mais difícil, o valor da aposentadoria segue diretamente ligado ao histórico de contribuições. Em 2026, o teto do INSS foi reajustado para R$ 8.475,55, enquanto o piso acompanha o salário mínimo de R$ 1.621,00. Quanto maior o tempo de contribuição e a média salarial, maior tende a ser o benefício final.

Especialistas alertam que decisões precipitadas podem resultar em aposentadorias com valores significativamente menores. Avaliar a melhor regra e o momento ideal para solicitar o benefício se tornou essencial.

Aposentadoria exige planejamento antecipado

Com regras mais duras a cada ano, a aposentadoria deixou de ser um evento automático e passou a exigir estratégia. Antecipar análises, revisar contribuições e acompanhar as mudanças legais são passos fundamentais para quem deseja garantir um benefício mais estável no futuro.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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