A venda da participação da Prumo Logística no terminal de minério do Porto do Açu por 450 milhões de dólares trouxe novo combustível para um assunto que voltou a ganhar força no noticiário econômico: as acusações feitas por Eike Batista ao Supremo Tribunal Federal envolvendo o BTG Pactual e um suposto fundo fantasma usado em operações ligadas à massa falida da MMX.
O movimento financeiro desta sexta-feira coloca novamente o banco no centro de uma disputa bilionária que já envolve acusações de fraude documental, manipulação no processo falimentar da MMX e suposta tentativa de concentração abusiva de créditos. No momento em que o BTG participa da aquisição no Açu em parceria com a gestora 3Point2, liderada por Paulo Gouvêa, ex-homem de confiança de Eike, o pano de fundo jurídico passa a ganhar nova dimensão.
Na petição protocolada no STF em abril, Eike denunciou que o Fundo Itaipava FIM teria sido utilizado para encobrir a real participação do BTG na compra de ativos valiosos da massa falida da MMX, com destaque para a debênture Anglo American. O empresário afirma que sua assinatura digital teria sido usada sem autorização em um memorando que, segundo ele, buscava legitimar um negócio lesivo e sem consentimento válido.
A venda de agora, porém, coloca Gouvêa no centro de outra grande operação. À frente da 3Point2, ele se junta ao BTG na aquisição de metade do terminal de minério do Açu. A transação envolve apenas 90 milhões de dólares pagos à vista, enquanto 360 milhões correspondem à assunção de dívidas. O negócio ocorre no exato momento em que a Prumo enfrenta discussões internas sobre reestruturação formal de um passivo que já ultrapassa 10 bilhões de reais.
O contraste entre a denúncia de Eike e a movimentação atual no Açu chama atenção de analistas. Para especialistas ouvidos pelo mercado, o timing inevitavelmente reacende debates sobre governança e transparência, principalmente porque o nome do BTG aparece como protagonista em ambas as frentes. A operação no Açu reforça o apetite do banco pelo setor, mas também coloca holofotes sobre a disputa jurídica em curso que envolve acusações de concentração de créditos e tentativas de influência no processo falimentar da MMX.
A Prumo, por sua vez, tenta aliviar a pressão financeira acumulada, mas a necessidade de liquidez pode ter reduzido o poder de negociação da companhia. Mesmo assim, o Porto do Açu continua sendo um ativo estratégico com potencial para atrair novos investimentos, apesar das dívidas, dos impasses societários e da herança de conflitos deixada desde o período de expansão do grupo EBX.
A venda bilionária desta sexta-feira deve intensificar o debate sobre os limites da influência financeira em processos de recuperação e falência, especialmente quando envolve nomes já citados em denúncias formais ao STF. Enquanto a operação avança no Açu, a acusação de fundo fantasma feita por Eike segue à espera de novas decisões do ministro Dias Toffoli, que pode determinar medidas cautelares adicionais ou abrir caminhos para novas investigações.
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