Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
Economia

Carteira de trabalho digital consolida se como principal registro profissional no país

Carteira digital já responde por quase todos os registros de trabalho no país

Por Fabrício Freitas
04/02/2026 às 11h04

Carteira de trabalho digital vira padrão no Brasil e já concentra vínculos, salários e contratos pelo Gov.br / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A carteira de trabalho digital se consolidou como o principal registro profissional no Brasil, substituindo de forma quase total o modelo físico tradicional e centralizando dados trabalhistas em ambiente online. O sistema reúne vínculos empregatícios, salários, contratos e informações enviadas pelas empresas ao eSocial, permitindo consulta em tempo real pelo aplicativo ou pela plataforma Gov.br.

Dados do Relatório Carteira de Trabalho mostram que entre 2019 e 2024 foram emitidas mais de 77,3 milhões de carteiras digitais, enquanto apenas 5,4 milhões de versões físicas foram registradas no mesmo período. O avanço confirma a digitalização como padrão nacional de comprovação de vínculos formais de trabalho.

Com a modernização, o trabalhador passou a acompanhar sua vida profissional diretamente pelo celular ou computador, acessando histórico de empregos, remunerações e registros contratuais sem necessidade de atendimento presencial. O CPF tornou se o identificador único para contratações formais.

A carteira de trabalho digital, também chamada de CTPS digital, reúne dados pessoais, vínculos empregatícios, salários e movimentações enviadas automaticamente pelas empresas. Todo o processo de admissão, férias, alterações salariais e desligamentos é feito exclusivamente por meio do eSocial.

O modelo tem como principal objetivo simplificar o acesso às informações trabalhistas, integrando diferentes bases governamentais em um único sistema. Além de facilitar a consulta de contratos e salários, a carteira digital também dá acesso a serviços como seguro desemprego e abono salarial.

Desde 2019, a versão física deixou de ser obrigatória na maioria dos casos. Hoje, as anotações legais são realizadas apenas em ambiente digital, e a carteira tradicional permanece válida apenas para comprovação de vínculos antigos ou situações administrativas específicas.

O acesso pode ser feito pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou diretamente no portal Gov.br. Em ambas as plataformas, as informações são sincronizadas automaticamente com os registros enviados pelas empresas.

Caso haja erro em dados pessoais, como nome, CPF ou data de nascimento, a correção deve ser feita junto à Receita Federal e posteriormente refletida nos sistemas trabalhistas. Já erros em informações profissionais precisam ser ajustados pelo empregador via eSocial.

A digitalização também trouxe impactos positivos para empresas e departamentos de recursos humanos, com automatização dos registros, redução de documentos físicos e maior agilidade nos processos de contratação.

Especialistas apontam que o modelo fortalece a transparência das relações de trabalho, reduz burocracia e amplia o acesso do trabalhador aos próprios dados profissionais.

Com a integração tecnológica, a carteira de trabalho digital se firmou como o padrão nacional de registro profissional, tornando o acompanhamento da vida laboral mais rápido, seguro e acessível em todo o país.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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