O resultado insatisfatório da Faculdade de Medicina de Campos no Enamed 2025 gerou reação formal dos estudantes. O Diretório Acadêmico Luiz Sobral divulgou uma nota pública em que contesta pontos centrais do posicionamento institucional apresentado pela FMC e cobra maior responsabilidade acadêmica diante do desempenho obtido no exame nacional.
No documento, o diretório reconhece a legitimidade da instituição em contextualizar os dados, mas afirma que a resposta apresentada minimiza o alcance do resultado e afasta a necessária autocrítica. Para os estudantes, aspectos como a anulação de questões e o recorte dos períodos avaliados não são suficientes para explicar o desempenho abaixo do esperado, já que tais critérios foram aplicados de forma uniforme a todas as escolas médicas participantes.
A entidade estudantil destaca que os alunos do 11º e 12º períodos representam o produto final do processo formativo e, portanto, são o grupo mais adequado para avaliar os desfechos da formação médica. Segundo o texto, não é pedagogicamente consistente sustentar que o desempenho dos concluintes não reflita o curso como um todo.
O diretório reconhece os limites de uma avaliação teórica isolada, mas pondera que isso não autoriza a desqualificação do Enamed nem a relativização excessiva do resultado. Para os estudantes, o exame avalia um componente relevante da formação médica, o domínio cognitivo e a capacidade de mobilizar conhecimento ao final do curso, e deve ser encarado como instrumento de diagnóstico institucional.
Outro ponto abordado é o uso do Teste de Progresso como contraponto ao Enamed. O diretório afirma que se trata de instrumentos com finalidades distintas e ressalta que dados do Teste de Progresso Nacional de 2024 indicam desempenho inferior da FMC em relação às médias regional e nacional, reforçando a necessidade de revisão interna.
Na avaliação do Diretório Acadêmico, a resposta institucional concentrou-se excessivamente em questionamentos técnicos e jurídicos, sem apresentar de forma clara medidas corretivas concretas. O texto também rejeita qualquer interpretação que transfira aos estudantes a responsabilidade pelo desempenho institucional, afirmando que a formação ocorre em um sistema no qual gestores, docentes e instituições compartilham responsabilidades.
Ao final, o diretório sustenta que o Enamed não cria problemas, mas os evidencia, e defende que o resultado seja tratado como um alerta. Para a entidade, o episódio deve servir como ponto de partida para reflexão honesta, revisão de práticas pedagógicas e compromisso efetivo com a melhoria da formação médica oferecida à sociedade.
NOTA NA ÍNTEGRA
DIRETÓRIO ACADÊMICO LUIZ SOBRAL
ÓRGÃO REPRESENTATIVO DOS ACADÊMICOS DA
FACULDADE DE MEDICINA DE CAMPOS RJ
O Diretório Acadêmico Luiz Sobral vem a público manifestar-se acerca da Nota Pública divulgada pela Faculdade de Medicina de Campos à comunidade acadêmica e à sociedade referente ao resultado obtido no Enamed 2025. Reconhecemos a legitimidade da preocupação institucional em contextualizar os dados divulgados bem como a importância de se evitar interpretações simplistas ou reducionistas sobre um processo avaliativo complexo.
No entanto entendemos que alguns pontos apresentados merecem aprofundamento crítico reposicionamento conceitual e maior responsabilidade institucional diante do impacto do resultado obtido.
No mérito da Nota Institucional ao tratar da estrutura da prova do Enamed e da anulação de parte das questões entendemos que tal informação embora factual não altera o núcleo da discussão. A anulação de itens ocorreu de maneira uniforme para todas as instituições avaliadas e não constitui fator capaz de explicar de forma isolada desempenhos discrepantes entre cursos.
No que diz respeito ao público avaliado a argumentação de que apenas estudantes do décimo primeiro e décimo segundo períodos participaram do exame exige reflexão mais rigorosa. Esses estudantes representam de forma objetiva o produto final do processo formativo tendo percorrido praticamente todo o currículo médico.
O diretório reconhece que avaliações pontuais não mensuram todas as dimensões da formação médica. Contudo reconhecer essa limitação não autoriza a desqualificação do instrumento nem a relativização excessiva do resultado.
O Enamed não cria o problema. Ele o evidencia.
O resultado deve ser compreendido como um chamado à reflexão honesta à autocrítica institucional e ao compromisso coletivo com a sociedade.
Saudações estudantis
Diretório Acadêmico Luiz Sobral
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