Domingo, 29 de março de 2026
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Paço Imperial no Rio celebra 40 anos com exposição de arte de mais de 100 artistas

Centro cultural histórico reforça papel no mercado cultural do Rio e atrai público diversificado

Por Fabrício Freitas
29/03/2026 às 09h23

Entrada do Paço Imperial, onde acontece a exposição comemorativa / Foto: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

O Paço Imperial, localizado na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, marca seus 40 anos como centro cultural com uma exposição que reúne aproximadamente 160 obras de mais de 100 artistas. Este marco histórico não apenas reforça a importância econômica do setor cultural na capital fluminense, como também posiciona o espaço como um polo de atração para turistas e moradores, fortalecendo o comércio local e o mercado de arte.

Histórico e importância cultural

Construído em 1743 em estilo colonial português, o Paço Imperial já foi residência dos Vice-Reis do Brasil e sede do governo imperial. Eventos históricos, como o Dia do Fico em 1822 e a assinatura da Lei Áurea em 1888 pela princesa Isabel, ocorreram em suas dependências, consolidando o local como um marco da história nacional. Desde 1985, funciona como centro cultural sob gestão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Essa longevidade o torna o mais antigo centro cultural no Centro do Rio, superando até mesmo o vizinho Centro Cultural Banco do Brasil, aberto em 1989. Além de contribuir para a preservação do patrimônio e incentivo à cultura, o Paço Imperial atua diretamente na diversificação do mercado produtivo local, gerando emprego e circulação econômica em setores correlatos como turismo, comércio e serviços.

Exposição Constelações reúne artistas renomados

Para celebrar as quatro décadas de atividade cultural, o Paço Imperial abriu em 28 de março a exposição Constelações, que ficará em cartaz até 7 de junho com entrada gratuita. A mostra oferece ao público acesso a obras icônicas e inéditas de grandes nomes da arte brasileira, como Adriana Varejão, Hélio Oiticica, Beatriz Milhazes, Lygia Clark e Roberto Burle Marx, entre outros.

A curadoria adotou o conceito de "constelação" para enfatizar a diversidade e a ausência de hierarquia entre os artistas e suas obras. A seleção inclui trabalhos que representam diversas correntes artísticas — da arte contemporânea às manifestações populares — reforçando o caráter plural do setor cultural. São 12 salões e dois pátios internos à disposição do visitante, que pode montar seu próprio percurso, sem ordem predeterminada, o que estimula maior circulação e consumo no entorno.

Impacto e parcerias no setor cultural

A exposição integra também ações educativas como seminários e oficinas, ampliando o alcance cultural e a geração de oportunidades no setor, inclusive para jovens talentos e profissionais diversos. A iniciativa revitaliza a região do Centro, que é ponto estratégico para o fluxo de visitantes que movimentam o comércio e prestadores de serviços locais.

Parte das obras exibidas vem de parcerias com instituições de renome, como o Museu Bispo do Rosário, Museu de Arte do Rio e Instituto Moreira Salles, o que fortalece redes colaborativas e o mercado cultural regional e nacional. A presença de trabalhos especialmente produzidos para a mostra, como a obra Agrupamento de José Damasceno, que utiliza materiais populares da feira da Praça XV, também pode contribuir para a economia circular local e inovação em arte e design.

 

Fonte: Agência Brasil

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