Sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Filipe Luís faz mistério na defesa do Flamengo e mira título da Libertadores

28/11/2025 às 21h35 Redação

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Filipe Luís e Pedro / Foto: André Durão

Na véspera de sua primeira final de Libertadores como técnico, Filipe Luís deu entrevista na noite desta sexta-feira no Monumental de Lima, palco da decisão contra o Palmeiras. E o treinador rubro-negro mirou o título na decisão deste sábado, às 18h (de Brasília), para dedicar a Pedro:

— Provavelmente, se o Pedro não estivesse, nós não estaríamos na final. Foi muito importante nesse processo da Libertadores. Foi uma peça chave nas nossas classificações. É também por ele que queremos vencer essa final. Fez um esforço muito grande para estar, não conseguiu se recuperar a tempo. Mas sempre penso com os jogadores que estão disponíveis. Desde o primeiro momento em que começamos a preparar o jogo sabendo dos jogadores que estão disponíveis para a final, vamos tentar preparar e fazer o melhor plano de jogo para vencer o Palmeiras.

Pedro está fora do jogo, mas e Léo Ortiz? Recuperado de uma lesão no tornozelo direito, o zagueiro treinou normalmente com o grupo nesta sexta, mas não joga desde outubro. Perguntado sobre o defensor, Filipe Luís fez mistério:

— Claro que não vamos correr riscos com os jogadores. Vão a campo os que na minha visão estiverem os melhores para performar e dependendo também do que eu acredito que a equipe precisa. Amanhã vamos saber os que serão escolhidos.

Filipe jogador x treinador

— Ainda existe (Filipe jogador), mas cada vez menos. Cada vez minha cabeça está mais como treinador do que como jogador. Talvez por ter vivido 20 anos dentro do campo entendo muito bem o que os jogadores estão pensando. Mas cada vez pensando mais como treinador. Não existe nada como ser jogador, tenho inveja do que eles estão vivendo nesse momento. Participar dessa grande final, e da reta final do Brasileiro também, porque todos nós que estamos como treinadores não podemos mais jogar. Ainda penso (como jogador), mas cada vez menos.

— É um sentimento diferente do que como jogador, porque antes eu precisava me preocupar comigo, com meu corpo, minhas pernas, meu comportamento em campo. Mas agora, como um treinador, preciso preparar tudo, para todos os jogadores. Primeiro, escolher quais começam o jogo, quem fica no banco, qual será o plano de jogo, o comportamento defensivo, ofensivo... É muito diferente estar como treinador, mas estou aproveitando minha experiência e espero aproveitar também no jogo.

Quarta final de Libertadores

— Como jogador não consegui desfrutar das finais. Na primeira, não fui bem, não estive bem dentro do campo, mas ganhamos. E nas outras duas eu me machuquei. Lesões graves. Acho que na segunda eu tive 20 minutos (nota da redação: foram 30). Eu deixo o campo e a terceira também (19 minutos). Rompeu um tendão da minha perna e foi praticamente a lesão que fez ser mais difícil de eu jogar o final da carreira. Mas eu sempre desfrutei muito desses momentos de finais de pressão e tensão. Sempre estive muito confortável nessa situação. E estar nesse momento aqui, final de Libertadores com a camisa do Flamengo, é o máximo que uma criança pode sonhar quando pequena. Flamengo tem cinco finais na historia e alguns jogadores vão participar da quarta, sabendo que é um privilegio muito grande e podemos fazer historia. Só depende de fazermos um grande jogo e vencer.

BH e Arrasca possíveis tricampeões

— Treiná-los é um privilegio, um prazer porque são jogadores muito grandes, históricos dentro do clube e não perdem a ambição, não perdem a fome. São os que mais perguntam, os que mais treinam, os que mais querem e os que mais contagiam os companheiros. são os verdadeiros lideres tem esse vicio em vencer e querem mais e isso pra mim é o que mais me motiva a ser treinador: ter jogadores com esse tipo de pensamento.

Abel Ferreira

— Como ele mesmo falou, nos conhecemos muito. O Palmeiras conhece muito bem o Flamengo e o Flamengo conhece muito bem o Palmeiras. São duas equipes com identidade. Isso faz com que joguemos praticamente da mesma forma, com pequenas nuances, pequenos detalhes que mudam de jogo a jogo. Claro que ele terá coisas preparadas que não sabemos, nós também. Algumas coisas para tentar surpreender, mas no final das contas nos conhecemos muito bem. O jogo tem várias fases. A única coisa que sempre peço aos jogadores é que estejam atentos em todas as fases do jogo porque o Palmeiras te exige isso. Te exige um estágio de alerta, atenção, te leva a um jogo onde é difícil de entrar, perde a bola muitas vezes e temos que ficar muito atentos com esses detalhes.

Emocional

— Finais sempre são muito emocionais. Claro que todos os jogadores agora estão recebendo muitas mensagens. Os do Palmeiras, os do Flamengo, muita atenção, muita mídia em volta da final. E todos eles estão tensos para esse jogo. Mas temos muitos jogadores que já estão acostumados a jogar grandes jogos, grandes finais. E, como falei, o mais importante é que consigam desfrutar. Que não seja um peso, pelo contrário, seja um privilégio. Orgulho de estar disputando mais uma final.

Lições da final em 2021

— São finais diferentes, momentos diferentes. Claro que está gravado na cabeça do torcedor aquela derrota. Quando dois entram no campo em uma final, só um sai vencedor. Daquele grupo são muitos jogadores novos, o treinador é outro no Flamengo. Os jogadores do Palmeiras também muitos são novos. Como eu falei, são momentos diferentes. É desfrutar porque estar em mais uma final de Libertadores é especial.

Aprendizado com Simeone

— Todo mundo sabe o carinho que tenho por ele. É uma pessoa que não só me melhorou como jogador, mas mudou minha forma de pensar e me melhorou como pessoa. Me fez uma pessoa mais competitiva e ambiciosa. Hoje estou sentado aqui por conta dele. Porque me inspirou a ser treinador e a inspirar pessoas. Sou muito agradecido. Taticamente tenho coisas dele e de outros treinadores. Também aprendi com outros treinadores com quem nunca trabalhei. Afinal de contas, todos copiamos uns dos outros.

O que espera do Palmeiras?

— Nesse plano de jogo, o que o Palmeiras vai fazer eu não sei. O que tento passar para os meus jogadores é todas as possibilidades. Se o Palmeiras pressionar, o que eles devem fazer. Se não pressionar, o que devem fazer. Dar o caminho certo. Mas uma coisa é certa: nos conhecemos muito. Nós conhecemos muito o Palmeiras e o Palmeiras conhece muito o Flamengo, porque são duas equipes com identidade. O Palmeiras tem um treinador que já está há cinco anos, uma forma de jogar muito clara e, por mais que existam detalhes micro que possam se alterar por conta do plano de jogo, o Palmeiras é o Palmeiras que todos sabem e conhecem. Não vão mudar muito sua forma de jogar, da mesma forma o Flamengo. Vai ser um jogo de detalhes e é muito importante que os jogadores entendam qual é o caminho a seguir nessa final e que joguem de uma forma leve para vencer.

Abel poupou 11 no último jogo

— Meu trabalho é tentar entender como o Palmeiras joga, o que passa na cabeça do treinador, e a partir daí entender quais são os pontos fortes que temos que tentar neutralizar e o espaços que costumam deixar na nossa fase ofensiva. Independentemente das peças que joguem, para mim é mais importante a estrutura do que a individualidade.

Paixão pelo clube

 O que estou vivendo no Flamengo é um orgulho e um privilégio. Cresci vendo jogos do Flamengo, vivi momentos que o clube não estava bem. Mas hoje o Flamengo se reestruturou de uma forma que nos permite viver a luta por títulos. Não garante ganhar, mas a luta por todo o poder econômico e organização que o clube tem. Pela ambição também que tem de não parar de crescer. E fazer parte disso é um orgulho muito grande. Nunca fui um cara que quis ganhar e parar. Nunca perdi a ambição, sempre quis mais. E o Flamengo está me dando essa oportunidade que sou muito agradecido. Farei o máximo possível para ajudar os jogadores que possam desfrutar dessa final e que no final das contas com isso deem alegria à nossa torcida.

Energia da torcida

— Foi muito legal e isso só está acontecendo porque eles sentem essa energia e comunhão com os jogadores e a equipe. Eles querem mostrar o carinho e o amor dessa forma. Esse é o verdadeiro torcedor. A maioria deles não consegue ir ao estádio, mas estão ali tentando demonstrar de uma forma muito pura o amor que tem elo clube. Não dá para explicar. Viver isso, poder ver com nossos olhos desde dentro é muito gratificante. Por isso que nos dá essa força a mais para poder lutar. Porque a gente sabe por quem está lutando. Primeiro pelas nossas família, mas também por esses torcedores, que às vezes não tem condições, mas estão dando a vida deles pelo escudo e a camisa do Flamengo.

Sanar erros individuais

— Os erros individuais acontecem. O que eu falo para os jogadores é uma coisa interna, não vou expor aqui. Mas acontecem. Para reverter um resultado, não é fácil para ninguém, Flamengo, Palmeiras, ninguém quer ter que reverter, fazer dois, três gols para reverter resultado. Os jogadores entendem isso, são profissionais e os mais cobrados depois de um erro são eles. São os mais expostos. Por isso, diminuíram bastante nos últimos jogos.

Vontade de ir para a Europa

— O "se" no futebol é muito difícil. Estamos longe de conquistar. Perto, mas longe, porque temos que ir atrás desse nosso objetivo. E sinceramente, falo do meu coração, que não estou pensando no pessoal nesse momento. Estou pensando na equipe, no que é melhor para a equipe e fazer de tudo que esteja no meu controle e alcance, passar para os jogadores e que eles consigam executar dentro de campo. Sempre acreditei, e aprendi do meu treinador no Atlético de Madrid, o Simeone, que você, ao sentar nessa cadeira, precisa conquistar o direito sábado a sábado, jogo a jogo. Então esse é o meu trabalho, passar tudo aos meus jogadores, deixar tudo o mais mastigado possível e conquistar o direito de estar sentado aqui. O futuro se verá.

Já definiu escalação?

— Já tenho a equipe definida para amanhã. Vocês vão ficar sabendo uma hora e meia antes do jogo. Sempre tem surpresas. No final, nossa forma e identidade estão ali, não foge disso. Mas existem detalhes, sim, que podem surpreender. No final das contas, são os jogadores que resolvem com a bola no pé.

Abel pode surpreender?

— Sempre existem formas de surpreender, sem dúvidas. O Palmeiras tem um time muito qualificado, jogadores com muita qualidade. É o plantel mais caro da américa do Sul junto do flamengo. Sabemos da força que eles têm e da qualidade que os jogadores têm com a bola. Os treinadores podem surpreender mas dentro do campo são os jogadores que resolvem. O meu trabalho é ajustar o quanto antes, entender o que está acontecendo dentro do campo o quanto antes possível para passar todas as soluções para os jogadores para que eles possam solucionar essas surpresas que podem aparecer do treinador adversário. Mas é isso, privilégio grande de estar vivendo esse momento como técnico.

Um ano e meio do primeiro título

— Não olho para trás, mas depois daquela final do sub-17 eu subi para o sub-20 e falei para os meus jogadores "daqui a pouco vocês vão estar comigo lá na final da Libertadores no profissional". E o futebol é assim rápido. Primeiro porque acredito muito em mim e no que eu faço. Na ambição que eu tenho. Por isso que não olho para trás, só para frente. Eu quero mais. É muito difícil chegar em uma final, foi muito difícil para Flamengo e Palmeiras estar nessa final. Valorizamos muito estar aqui e por isso queremos muito conquistar o título que é tão difícil de conquistar. Mas a minha ambição não para. Quero só olhar para frente para continuar conquistando coisas.

Fonte: Ge

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