A decisão dos Estados Unidos de retirar tarifas de parte dos produtos agrícolas brasileiros foi bem recebida por entidades econômicas, mas segue longe de resolver os impactos ainda sentidos pela indústria do Estado do Rio de Janeiro. A avaliação é da Rio Indústria, que considera positiva a isenção para o agronegócio, mas alerta que o setor industrial fluminense, responsável por bens de maior valor agregado, permanece enfrentando barreiras significativas no mercado norte americano.
A lista de isenções anunciada pela Casa Branca representa 10,21% das exportações brasileiras realizadas em 2024, com destaque para café e carne bovina, que respondem por 74% do total liberado. Embora a medida seja relevante para o agronegócio e represente alívio para produtores fluminenses ligados ao setor, a entidade reforça que o impacto direto na indústria do Rio é limitado.
Segundo cálculos do Centro de Estudos de Negócios Globais da FGV, 41% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos seguem submetidas à tarifa de 50%. Entre os produtos mais afetados estão máquinas, equipamentos e itens industriais que dependem de tecnologia, áreas em que o Rio de Janeiro possui polos importantes e grande geração de empregos de alta qualificação.
Estudos da FGV apontam ainda que a taxação punitiva afeta 16,1 bilhões de dólares das exportações brasileiras realizadas em 2024. Mesmo após as isenções, a tarifa média paga pelos produtos do Brasil ao ingressar no mercado norte americano permanece em 27,7%, muito superior aos 2,2% registrados antes do tarifaço implementado por Washington.
Para a Rio Indústria, o cenário reforça a necessidade de acelerar negociações bilaterais específicas para setores estratégicos do Estado do Rio de Janeiro. A entidade destaca que, enquanto o agronegócio avança com a recuperação de competitividade, segmentos industriais continuam perdendo espaço e sofrem com restrições que afetam desde a capacidade de exportação até o planejamento de investimentos futuros.
O setor industrial fluminense avalia que a retomada das condições isonômicas é fundamental para preservar mercados, garantir competitividade internacional e assegurar o fortalecimento da cadeia produtiva local. A entidade também defende que o Rio de Janeiro seja protagonista nas articulações entre governo federal, indústria e parceiros internacionais, com foco na recuperação de mercados estratégicos.
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