Terça-feira, 03 de fevereiro de 2026
Estado RJ

Governador em exercício pede seriedade a deputados na retomada dos trabalhos da Alerj

Alerj retoma sessões em meio a crise política e disputa pelo poder

Por Fabrício Freitas
03/02/2026 às 16h38

Retorno da Alerj ocorre sob pressão por sucessão no governo do Rio / Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro retoma nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, os trabalhos legislativos após o recesso parlamentar, em um cenário marcado por forte tensão política e disputas de poder. Logo na abertura do ano legislativo, o governador em exercício, desembargador Ricardo do Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pediu seriedade e responsabilidade aos deputados diante do momento institucional vivido pelo estado.

A primeira sessão do ano ocorre sob pressão política, com atenções voltadas tanto para a sucessão no Governo do Estado quanto para a indefinição no comando da própria Alerj. Na pauta oficial, os parlamentares devem analisar o projeto de lei que cria o ICMS da Educação, considerado essencial para garantir o repasse de recursos federais ao setor educacional.

O clima no plenário, no entanto, é de instabilidade. Desde o afastamento de Rodrigo Bacellar, a presidência da Casa vem sendo exercida de forma interina pelo vice-presidente Guilherme Delaroli. Bacellar se licenciou do cargo após ter sido preso sob suspeita de vazamento de informações de uma operação da Polícia Federal contra o deputado TH Joias, investigado por ligação com o Comando Vermelho. A prisão foi posteriormente revogada, mas o episódio agravou a crise política interna.

Por ocupar a presidência apenas de forma interina, Delaroli não pode assumir o Governo do Estado em eventual ausência do governador Cláudio Castro. O Rio de Janeiro está sem vice-governador desde que Thiago Pampolha assumiu uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Com isso, a linha sucessória passou a incluir Rodrigo Bacellar e, na sequência, o presidente do Tribunal de Justiça.

Com Cláudio Castro em viagem oficial pela Europa, o desembargador Ricardo do Couto exerce atualmente o comando do Executivo estadual. A possibilidade de o governador deixar definitivamente o cargo até abril para disputar uma vaga no Senado aumenta a pressão política e levanta o risco de um vácuo de poder no estado.

Nos bastidores da Alerj, cresce a articulação para que Bacellar renuncie à presidência da Casa. A renúncia permitiria que Guilherme Delaroli assumisse de forma definitiva e conduzisse o processo de eleição indireta para governador, que precisa ocorrer dentro do prazo legal de até 30 dias. Caso Bacellar permaneça formalmente no cargo, caberá ao presidente do Tribunal de Justiça assumir temporariamente o governo e conduzir todo o rito sucessório.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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