O estado do Rio de Janeiro enfrenta desafios preocupantes na área de saneamento básico, com quatro de seus municípios entre as 20 piores cidades do Brasil quanto aos índices avaliados no Ranking do Saneamento. Elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, o levantamento considera dados dos 100 municípios mais populosos do país e aponta problemas sérios que refletem diretamente na qualidade de vida da população.
Cenário do saneamento em municípios fluminenses
Belford Roxo, na Baixada Fluminense, aparece em 9º lugar entre os municípios com piores índices de saneamento. A cidade destaca-se por contar com quase total cobertura no abastecimento de água, mas apresenta índice crítico de tratamento de esgoto, com apenas 7,6% do esgoto tratado regularmente. Essa situação coloca Belford Roxo como a pior entre os grandes municípios do estado atualmente, superando até mesmo outros municípios de grande porte, e apenas atrás de Santarém, no Pará, no cenário nacional.
Além de Belford Roxo, Duque de Caxias, São Gonçalo e São João de Meriti aparecem posicionados abaixo da média em toda a avaliação, ocupando as posições 80, 87 e 88 na lista, respectivamente. Nesses locais, apesar da cobertura razoável do sistema de água, o tratamento do esgoto é insuficiente para garantir saúde pública e preservar o meio ambiente, o que evidencia uma lacuna significativa na infraestrutura.
Investimentos aquém das necessidades em saneamento
O levantamento também mostra que os investimentos em saneamento nos municípios listados ficam aquém do necessário para a universalização dos serviços. Por exemplo, São João de Meriti apresenta a menor aplicação financeira por habitante na área, com um investimento médio anual de R$ 45,16 entre 2020 e 2024. Esse valor está muito abaixo do previsto pelo Plano Nacional de Saneamento Básico, que determina um gasto ideal de R$ 225 por morador ao ano para os municípios mais populosos do país.
Belford Roxo, embora disponha de maior cobertura de rede de água, investiu menos de R$ 200 em saneamento básico nesse mesmo período, o que se traduz diretamente nos baixos índices de tratamento de esgoto observados. A situação de Duque de Caxias e São Gonçalo também é preocupante, com investimentos limitados e avanços lentos na expansão e modernização das redes de coleta e tratamento de esgoto.
Comparação estadual e reflexos regionais
Niterói é destaque positivo no estado do Rio de Janeiro, alcançando a 7ª posição geral no ranking nacional e ocupando o melhor índice de saneamento básico entre as cidades fluminenses mais populosas. Por outro lado, a capital do estado, Rio de Janeiro, aparece em 50º lugar, indicando que mesmo municípios com maior capacidade econômica enfrentam desafios significativos na universalização do saneamento.
A má infraestrutura em saneamento nas cidades como Belford Roxo e as demais da Baixada Fluminense tem reflexos diretos em áreas como saúde pública, preservação ambiental, além de impactar a qualidade de vida dos moradores. A situação reforça a necessidade de políticas públicas estaduais e municipais que promovam aumento expressivo dos investimentos no setor, com foco em ampliar o tratamento de esgoto e garantir serviços básicos para toda a população.
O cenário apresentado destaca a urgência de uma atuação conjunta entre governo estadual e poder público local para reverter esse quadro, melhorando a infraestrutura e promovendo o desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro. A atenção a essas questões está diretamente ligada ao planejamento urbano e à redução das desigualdades, especialmente nas regiões como o Norte Fluminense e Baixada, historicamente prejudicadas por déficit em serviços públicos essenciais.
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