Domingo, 11 de janeiro de 2026
Opinião

Arrastões na Niterói Manilha e homicídio em Geribá, em Búzios. Cadê a polícia?

Crimes recorrentes expõem ausência do Estado

Por Fabrício Freitas
11/01/2026 às 19h21

Arrastões na Niterói Manilha e homicídio em Geribá escancaram a falta de policiamento no RJ / Foto: Reprodução

Os arrastões na Niterói Manilha voltaram a ocorrer, e o que mais assusta é a completa desídia das autoridades. No fim do ano passado, o problema já havia sido tratado (AQUI), mas nada foi efetivamente resolvido. Nem a Polícia Rodoviária Federal, nem a Polícia Militar, nem a Polícia Civil conseguiram conter a ação criminosa. O crime tem dia, hora e local. Não é possível que o Estado não consiga posicionar policiamento adequado em um ponto tão sensível.

A concessionária Arteris também tem responsabilidade direta sobre a situação. Prova disso é que os veículos já vêm sendo multados por sistemas de inteligência artificial, o que demonstra que há tecnologia disponível, mas não há presença ostensiva suficiente. Os criminosos atuam de motocicleta, geralmente em duplas conhecidas como gansos. Em meio aos engarrafamentos, o uso de drones poderia ao menos sinalizar algum grau de engajamento das forças de segurança.

Todos sabem que o batalhão de São Gonçalo já esteve no centro de uma das maiores tragédias da história recente da segurança pública no estado. A juíza criminal Patrícia Acioli foi assassinada na chegada de sua casa, em Piratininga, Niterói, no dia 12 de agosto de 2012. O mais grave é que os responsáveis pelo crime saíram de onde jamais deveriam ter saído, da própria Polícia Militar, exatamente de São Gonçalo.

Hoje, a cidade conta com dois batalhões e um prefeito que é ou foi policial militar. Diante disso, fica a pergunta inevitável. Falta o quê, governador Cláudio Castro, para resolver os arrastões na Niterói Manilha?

A prova da falta de engajamento policial também aparece em outro episódio grave. O homicídio ocorrido na área de Geribá, um dos principais cartões postais de Armação dos Búzios. A vítima foi Alan Moreira Padilha, de 33 anos, morto no dia 29 de dezembro de 2025. O crime teria sido cometido por um criminoso procurado pela polícia, apontado como chefe do tráfico em Unamar.

O mais alarmante ainda está por vir. Como uma dupla em uma motocicleta conseguiu entrar e sair de Geribá sem qualquer abordagem policial, sendo detida apenas dias depois na cidade de Macaé? O episódio lembra a derrota histórica da seleção brasileira por 7 a 1 contra a Alemanha. Uma humilhação.

E então, Cláudio Castro, onde estava o policiamento, se é que havia algum? O recado é preocupante. A quem interessa essa ausência de policiamento em Búzios e em seu principal acesso rodoviário? A desvalorização dos imóveis da Região dos Lagos beneficiaria quem? Quem seria o investidor por trás desse cenário?

Fonte: Por Fabricio Freitas

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