Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Opinião

Banco Central: nota da Febraban. Derrota não tem explicação

Documento de apoio ao Banco Central reacende questionamentos sobre o caso Banco Master

Por Fabrício Freitas
29/01/2026 às 13h59

Nota da Febraban em apoio ao Banco Central reacende debate sobre o caso Banco Master e supervisão do sistema financeiro / Foto: Reprodução

De forma considerada estranha por observadores, a Febraban emitiu, em 5 de janeiro de 2026 (Falamos AQUI), uma nota de apoio ao Banco Central do Brasil na condução do caso envolvendo o Banco Master. A partir desse momento, a mídia corporativa passou a reforçar críticas a setores da chamada mídia alternativa. Há, inclusive, quem defenda a responsabilização de quem teria recebido recursos para a prática de eventuais ilicitudes ligadas à divulgação de informações consideradas inidôneas.

A Febraban foi uma das entidades que atuaram na articulação da lei complementar aprovada no Congresso que garantiu a independência do Banco Central (Falamos AQUI), conforme apontam comentaristas frequentemente associados ao setor bancário. Ainda assim, para alguns analistas, as derrotas recentes permanecem sem explicação. Na avaliação desses críticos, quanto mais se fala sobre o caso, mais questionamentos surgem.

Também é levantada a hipótese de que não haveria possibilidade de o Banco Master ter estruturado toda a sua operação sem algum nível de anuência do Banco Central. Esse projeto teria se fortalecido no início do governo do chamado “capitão”. À época, o presidente do Banco Central era Roberto Campos Neto, enquanto o Ministério da Fazenda era comandado por Paulo Guedes, fundador do BTG Pactual, instituição atualmente presidida por André Esteves. O BTG e a XP teriam sido, segundo relatos, as empresas que mais comercializaram papéis considerados problemáticos do Banco Master.

Diante desse cenário, permanecem reflexões: o que ainda pode ser feito? Como explicar uma transação envolvendo CNPJ inexistente? Quais seriam as penas previstas para esse tipo de infração na esfera penal? Para onde teriam sido destinados esses recursos? Para críticos, não adianta construir uma narrativa que agrade à Febraban. Eles questionam por que a entidade e os bancos assinaram a nota se já conheciam a situação.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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