Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Opinião

Banco Master: quais as decisões do ministro Toffoli?

Prisões da PF desmontam discurso de processo parado

Por Fabrício Freitas
10/02/2026 às 11h30

Processo segue ativo enquanto narrativa de paralisação cai por terra / Foto: Reprodução

Essa é uma pergunta que gostaríamos de responder. Evidentemente que, se tivéssemos informações seguras, poderíamos informar ao nosso leitor. A regra é clara: quando não se sabe para onde ir, a melhor estratégia é ficar parado.

O que vem acontecendo é o retrato da desinformação proposital a respeito da condução do processo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal. As recentes notícias de prisões no Rio de Janeiro, relacionadas aos desvios do RioPrevidência, e no Amapá, ambas realizadas pela Polícia Federal, demonstram de forma inequívoca que o processo não esteve paralisado no Supremo, como vinha sendo informado, seja por despreparo, seja por má-fé.

É provável que a maior crise que estamos enfrentando seja a crise da informação. A mídia tradicional vem operando com fontes contaminadas ou financiadas por setores da Febraban, envolvidos até a medula nas investigações que cercam o Banco Master. A quem interessa essa desinformação e essa narrativa?

A prova dessa crise em setores da mídia tradicional é que o presidente da República Federativa do Brasil aceitou conceder entrevista a uma jornalista que, meses atrás, teria sido defenestrada como profissional por um grupo de jornalismo. Trata-se da jornalista Daniela Lima, do UOL. A mídia tradicional vem sendo abandonada em razão dos desvios éticos apontados. Se uma empresa de comunicação perde a confiança do povo, como se sustenta?

Como explicar que o processo do banco estaria parado diante das últimas operações, inclusive com prisões realizadas pela Polícia Federal em diversos estados?

Essas empresas, em tese, deveriam se retratar e informar de forma republicana as razões do desligamento da jornalista Daniela Lima.

O processo envolvendo o Banco Master corre em sigilo, com amparo legal. Mas como uma empresa concessionária de serviços públicos de comunicação em TV aberta pode invocar esse tipo de sigilo? A Justiça não tem obrigação de atender à opinião pública, mas sim de cumprir a lei, conforme o ordenamento jurídico vigente. Diferente é a situação das empresas concessionárias de radiodifusão.

O Ministério Público Federal de São Paulo vem tentando suspender judicialmente a concessão da Jovem Pan por divulgação de notícias manifestamente inverídicas. Em uma República, o tratamento deve ser linear para todos.

À luz do Código de Defesa do Consumidor, o cidadão também tem o direito de receber informação correta e segura, especialmente nos serviços de TV por assinatura, sob pena de a emissora responder judicialmente pelos danos causados. Nesse caso, o serviço é pago diretamente por quem assiste, independentemente dos patrocinadores.

Há ainda o exemplo dos chamados especialistas entrevistados por canais de TV por assinatura que fracassaram em seus prognósticos sobre a economia brasileira. Como dizia o ex ministro da Fazenda: "aí tem".

Com esses prognósticos, o Banco Central se sentia à vontade para manter a taxa Selic em patamares elevados, inflando o lucro dos bancos e agravando a dívida pública interna do país. Tudo isso seria mais simples de compreender se os bancos não fossem os principais patrocinadores dos grandes grupos de comunicação e, ao mesmo tempo, os maiores beneficiados pelos juros altos.

Fonte: Por Fabricio Freitas

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