Quinta-feira, 26 de março de 2026
Opinião

Caio Vianna tenta capitalizar promessa e escancara oportunismo

Comentário de Caio transforma anúncio em desgaste

Por Fabrício Freitas
26/03/2026 às 21h42

Oportunismo em estado puro / Foto: Reprodução/ Instagram

Há quem use a política para entregar. E há quem use a política para parecer que está entregando. Caio Vianna, desta vez, tentou fazer as duas coisas e acabou revelando mais do que pretendia.

O deputado federal suplente reapareceu com vídeo ao lado de ministro, anunciando “mais 5 milhões em equipamentos” para Campos. Tudo muito alinhado. Tudo muito oportuno. Um roteiro típico de quem surge em momentos estratégicos tentando reafirmar presença.

Mas o problema não está no vídeo. Está no impulso.

No próprio post, respondendo a um seguidor, escreveu:
“fazemos a nossa parte, a parte da prefeitura é com o prefeito. Cobre ele, mas cobre rápido, antes que ele corra de Campos.”

Não é distração. É escolha.

Caio fala de um recurso que ainda não foi entregue e, mesmo assim, já tenta dividir responsabilidade e produzir desgaste político. Anuncia primeiro, cobra depois, ataca no meio. Uma pressa que costuma dizer mais do que o próprio conteúdo.

A resposta veio assinada pelo prefeito de Campos, Wladimir Garotinho:
“eu nunca sumi, trabalho todos os dias e estou presente na cidade. Quem costuma desaparecer após os períodos eleitorais é você, perto da eleição você reaparece contando algumas histórias. É uma pena que seja tão preguiçoso, vou pra Brasília ter MANDATO e fazer o que você não fez. Aliás, como prefeito fui a Brasília várias vezes e te vi muito pouco.”

Ao insinuar ausência, Caio escolhe exatamente o terreno em que sua crítica não se sustenta. Em Campos, a presença de Wladimir é visível, contínua, quase obsessiva. Pode-se discordar de tudo, menos disso.

E há um detalhe que não passa despercebido. O sotaque, o tom, a forma de comunicação. Tudo aponta para uma construção de imagem que não dialoga naturalmente com a rotina da cidade. Em política, isso pesa. Porque presença não é apenas estar. É pertencer.

No fim, o roteiro era simples. Mostrar força.

Mas o que ficou foi outra coisa.

Fonte: Fabricio Freitas

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