Segunda-feira, 09 de março de 2026
Opinião

Desafio nas promessas: Casas de acolhimento para mulheres vítimas de violência permanecem

Meta do governo federal de entregar 40 casas para proteção feminina contra violência não saiu do papel na maioria dos estados, incluindo o Rio de Janeiro

Por Fabrício Freitas
08/03/2026 às 11h13

Unidades de acolhimento são fundamentais para garantir segurança, mas a demora na implementação fragiliza a rede de proteção. / Foto: Unidade da Casa da Mulher Brasileira em São Paulo Foto:

O Brasil enfrenta uma realidade dura quando o assunto é a proteção oferecendo a mulheres vítimas de violência. O governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, comprometeu-se a criar 40 casas de acolhimento em todo o país, espaços destinados a garantir segurança e suporte para essas mulheres em situação de vulnerabilidade. A promessa, no entanto, ainda não se materializou completamente, pois apenas 11 destas unidades encontram-se operando. A discrepância entre o anunciado e o executado revela um problema grave na implementação das políticas públicas.

No estado do Rio de Janeiro, e especificamente no Norte Fluminense, a carência por esses espaços se traduz em desafios reais e cotidianos para as vítimas. Campos dos Goytacazes, que tem presenciado diferentes episódios de violência contra a mulher, precisa urgentemente deste tipo de serviço que oferece mais do que um abrigo momentâneo: um ambiente que contempla apoio psicológico, jurídico e de reinserção social. A burocracia e a falta de recursos parecem ser os entraves que atrasam a efetiva abertura dessas casas.

Além do impacto direto para as vítimas, essa situação interfere na capilaridade do sistema de proteção nacional, comprometendo avanços importantes no combate à violência feminina. A omissão na inauguração total das unidades previstas gera descrédito nas políticas públicas e deixa claro que o enfrentamento à violência de gênero ainda está longe do protagonismo que deveria ter no plano governamental. A expectativa da sociedade é por ações concretas e rápidas, especialmente em regiões onde a necessidade de amparo é maior.

A construção e funcionamento dessas casas deveriam ser prioridade absoluta para garantir aos milhares de brasileiros o direito de viver sem medo e em segurança. Apesar das dificuldades enfrentadas pelo país, a causa das mulheres vítimas de violência pede atenção especial e nenhum atraso pode ser tolerado. Cabe à administração local, em parceria com o governo federal, acelerar a efetivação dessas unidades para que possamos, de fato, avançar no combate à violência no Brasil.

Fonte: Estadão

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