Segunda-feira, 09 de março de 2026
Opinião

Desembargadora federal afirmou que o Master não foi fiscalizado pelo Banco Central

Decisão judicial aponta falha grave na fiscalização do BC

Por Fabrício Freitas
09/03/2026 às 21h20

Decisão judicial levanta dúvidas sobre fiscalização do Banco Master / Foto: Montagem Ururau

A desembargadora federal do Tribunal Regional da 1ª Região, Solange Salgado da Silva, afirmou em decisão proferida em sede de habeas corpus que indeferiu a liberdade de Vorcaro e, posteriormente, em sede de pedido de reconsideração, o pedido foi deferido. Na decisão, foi afirmado que o Banco Master não sofreu qualquer tipo de investigação. Essa matéria foi publicada no site em 15/11/2025 (AQUI). Naquele período, a desembargadora Solange sofreu uma série de ataques da mídia corporativa, aliada à Febraban, que divulgou uma carta aberta diretamente da Faria Lima e da chamada República do Leblon, defendendo o Banco Central.

Confira também matéria publicada em 29 de janeiro de 2026 (AQUI). Nessas matérias, pelo menos até agora, o site gabaritou, com toda humildade, as informações publicadas.

O fato é que Daniel Vorcaro não é o topo da organização criminosa, o que só iremos saber quando for descortinado o paradeiro final dessa fortuna do Banco Master.

Quando foi concedido tratamento VIP a Daniel Vorcaro no Banco Central, o presidente era Roberto Campos Neto, que não fazia absolutamente nada sem o apoio do então poderoso ministro da Fazenda do Brasil, Paulo Guedes. Paulo Guedes também fundou o poderoso Banco BTG Pactual, que tem à frente o banqueiro André Esteves e o empresário Guilherme Paes, que é nada mais nada menos que irmão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo da Costa Paes, que está comprando tudo no Brasil, sempre por preço vil.

Não está descartada a possibilidade de o verdadeiro dono do Banco Master ser ou ter sido o próprio André Esteves e Paulo Guedes, e que um desentendimento possa ter ocorrido nesse percurso. Vorcaro jamais chegaria onde chegou sem a prevaricação do Banco Central e a participação das autoridades monetárias.

Em direito penal econômico, a primeira pergunta que o juiz faz aos acusados, em regra, é: quem manda no negócio?

Não é por acaso que a mídia corporativa, na atualidade, é pautada por André Esteves, que está voando.

Grande parte da fortuna do BTG e da XP é formada pela venda de títulos podres do Banco Master.

De onde está vindo esse dinheiro do BTG Pactual? Uma das fontes foi o Master. Mas André sabia de tudo. A prova disso é que, na madrugada do dia 6 de junho de 2025, a XP e um de seus sócios ajuizaram uma ação de obrigação de fazer, com pedido urgente de tutela antecipada, contra um ex-funcionário da empresa que prometeu divulgar o golpe do Banco Master nas redes sociais.

A ação foi distribuída em sede de plantão judicial. A matéria consistia em avisar a população para não comprar títulos do Master vendidos pela XP. A notícia foi publicada pelo site em primeira mão no dia 9 de janeiro de 2026 (AQUI). Na verdade, jogamos luz sobre a responsabilidade civil de quem comprou títulos do Master através da XP e do BTG Pactual.

Mas tudo isso vem sendo cuidadosamente direcionado para encontros amorosos do banqueiro Vorcaro. Ao que parece, a divulgação de fotos e notícias não vinculadas a atividades criminosas pode configurar infração penal e também gerar responsabilidade civil. Assim como parece, em tese, haver assédio nesses ataques reiterados a membros da Suprema Corte, o que constitui infração penal prevista no artigo 147-A do Código Penal, introduzido pela Lei 14.132/2021, sancionada pelo então presidente Bolsonaro.

Há quem se atire de qualquer altura para atacar autoridades do Judiciário na disputa pela narrativa, em um estilo claramente lavajatista. A pergunta permanece. Quem está pagando isso?

Fonte: Fabrício Freitas

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